O corpo encontrado de uma mulher nas matas da Tapon Corona, em Ananindeua, na semana passada é um grande enigma para a Divisão de Homicídios que investiga os motivos do homicídio bem como a sua identificação uma vez que passados uma semana ninguém foi reclamar o corpo no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.
O delegado responsável pelo inquérito, Lenoir Cunha informou ao DIÁRIO que o corpo da mulher continua sem identificação, no entanto as tatuagens encontradas pela perícia do Instituto de Criminalística no corpo da vítima bem como os trajes podem levar a sua identificação.
Segundo o delegado Lenoir Cunha o corpo da jovem, que aparenta ter 20 anos estava com os pés amarrados e o rosto coberto por um pano.
TRAJES
Ela usava um short preto, blusa amarela, piercing no umbigo, além de duas tatuagens: um golfinho na perna direita e uma flor com um coração na virilha. “Quem conhecer a mulher pelas características pode entrar em contato com a Divisão de Homicídios e ajudar na sua identificação”.
O corpo da mulher foi achado no domingo, 16, por três crianças e um cachorro depois que evidenciaram a presença de urubus em uma mata nos fundos da antiga empresa Tapon Corona em Ananindeua, a dois quilômetros da rodovia BR-316. O corpo estava em decomposição.
Segundo o relato da perícia o corpo encontrado podia estar ali de três a quatro dias, no entanto vizinhos próximos ao local do achado informaram não ter visto nenhuma movimentação anormal do local, nem pessoas procurando por desaparecidos.
Moradores da invasão Floresta Parque, que fica por trás do local onde foi encontrado o corpo da mulher, informaram que ali passou a ser ponto obrigatório de viciados e assaltantes que dividem produtos de roubo ou se escondem da polícia. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Ananindeua, mas tramitou na Divisão de Homicídios da Polícia Civil, cujo delegado espera identificar a mulher para investigar as circunstâncias que levaram ao crime. (Diário do Pará)
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