Populares da invasão do Cananga, no bairro Santa Lúcia II, em Marituba, encontraram no início da manhã de sábado dois corpos enterrados num poço no quintal de um casa abandona na área. As vítimas são Renato Monteiro Silva, 35 anos, e Max Joaquim Costa, 36.
De acordo com os policiais do 18º ZPol, da Seccional de Marituba, os dois homens foram espancados com pedaços de pau, na madrugada de sábado, por um grupo de cinco pessoas, ainda sem nenhuma identificação.
No local, ninguém quis falar sobre o crime, apenas disseram que os dois eram amigos e moravam na invasão. Mas segundo o delegado Álvaro Gomes, da Seccional de Marituba, há informações que poucas horas antes do crime as vítimas estiveram na companhia dos assassinos, bebendo num bar próximo ao local do homicídio.
“Segundo a própria família, os dois rapazes eram usuários de drogas. Isso nos leva a acreditar num possível acerto de contas. Mas também existe a possibilidade de vingança, já que uma das vítimas, o Renato, estaria sendo ameaçado por um antigo vizinho após se envolver numa briga que culminou com vários golpes de terçado no rapaz que o ameaçava”, contou o delegado.
VÍCIO
O tio de Renato, Horácio da Silva, 62 anos, confirmou que o sobrinho era usuário de drogas, mas disse que a vítima não tinha nenhum envolvimento com o tráfico. “O Renato chegou na invasão do Cananga há aproximadamente um ano e meio. Ele veio para cá fugido de uma confusão que se meteu na Cidade Nova, onde morava antes. Desde que ele chegou aqui, se esforçava em trabalhar, limpar quintais e fazer serviços gerais. Mas em relação ao tráfico de drogas, isso eu tenho certeza que ele não mexia”, defende Horácio.
Na Seccional de Marituba, a cunhada de Max da Costa, que preferiu não ser identificada, relatou que os dois homem eram muito amigos e costumavam sair juntos para beber. Mas também disse desconhecer que o cunhado tinha envolvimento com o tráfico.
O caso está sendo sendo investigado pelo delegado Álvaro Gomes que afirmou a existência de possíveis suspeitos do crime. “No momento ainda não podemos revelar, já que estamos em processo de investigação. Mas podemos dizer que já há fortes indícios sobre quem são os autores deste crime”. (Diário do Pará)
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