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POLÍCIA

Mortes de delegado e juiz estavam encomendadas

No fim de semana, uma equipe de policiais de Altamira e Anapu prendeu três homens acusados de assalto a um microônibus na região. Marcolino Aurélio, o “Marquinho”, Rodrigo Ferreira de Lima e Wanderson de Oliveira foram presos próximo a uma comunidade rura

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No fim de semana, uma equipe de policiais de Altamira e Anapu prendeu três homens acusados de assalto a um microônibus na região. Marcolino Aurélio, o “Marquinho”, Rodrigo Ferreira de Lima e Wanderson de Oliveira foram presos próximo a uma comunidade rural, há 40 km da sede do município de Anapu.

Após a prisão, a polícia fez a acareação dos acusados ainda na delegacia de Anapu, e as vítimas reconheceram-nos como sendo autores do assalto. As vítimas também identificaram uma das armas utilizada por eles no momento do crime. Mesmo tendo sido reconhecidos eles negaram qualquer envolvimento.

Além da acusação de assalto, Marcolino responde também por ter sido contratado por familiares de um traficante para executar o delegado Melquisedeque Ribeiro que atua na polícia civil de Anapu.

De acordo com informações de fontes da própria polícia, a cabeça do delegado estaria a prêmio por 80 mil reais, que seriam recebidos pelo pistoleiro. Além do delegado Marcolino também iria matar o juiz José Jonas, que responde pelas comarcas de Pacajá e Anapu. O assaltante confessou ser o dono das armas encontradas com o bando, mas negou ter recebido a oferta para matar o delegado e o juiz. Ele disse estar com elas para sua defesa pessoal.

O delegado Melquisedeque falou que as ameaças começaram a surgir depois da prisão do traficante Donizete, no mês passado e que durante a operação um quarto envolvido no assalto foi baleado após reagir à prisão, mesmo ferido consegui fugir. “Nós estamos de olho nestes criminosos. É um bando que vem assustando a população da cidade e quem passa pela estrada. Só vamos ficar tranqüilos quando colocar todos na cadeia” disse o delegado.

De acordo com a polícia no momento das prisões todos já tinham conhecimento da encomenda e do valor oferecido para matar as autoridades. Outros dois também receberam a proposta para a execução, mas conseguiram fugir. As investigações para prender outros envolvidos no assalto e no possível assassinato continuam.

Os acusados estão presos na delegacia de Altamira, e serão transferidos ainda nesta terça-feira (25) para o presídio local. Se condenados, a pena pode chegar a dez anos de prisão em regime fechado por porte e posse ilegal de armas. Quanto ao crime de encomenda de homicídio, a pena pode chegar até 20 anos de reclusão. (Odair Oliveira, da sucursal do Diário em Altamira)



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