Em mais uma tarde de ronda pelas ruas do distrito de Icoaraci, policiais do 10º Batalhão, da 23ª Zpol, apreenderam no início da tarde de ontem (25) 26 petecas de pasta base de cocaína e mais oito pacotes de maconha. As apreensões foram realizadas quase na mesma hora, mas em locais e em operações diferentes.
De acordo com a polícia, as petecas de cocaína foram encontradas penduradas entre folhas de um coqueiro no quintal da casa de João Batista Progênio, vulgo “Gordo”, 31 anos, situada na rodovia Arthur Bernardes, bairro da Pratinha II.
A apreensão foi realizada após denúncias de moradores da área. “Chegamos à casa do ‘Gordo’ graças ao levantamento das informações fornecidas por populares. Tivemos a informação que ele vendia os entorpecentes ali mesmo na sua residência”, relata o cabo Vieira, que esteve presente na operação.
Encaminhado para a Seccional de Icoaraci, João Batista negou o seu envolvimento com o tráfico e disse que as drogas encontradas com ele eram uma armação da polícia. “Eles armaram uma casinha pra mim. Colocaram a droga no meu quintal apenas pra me incriminar. Eu sou inocente, sou trabalhador”, disse o acusado.
DESACATO
Durante a abordagem na casa de João Batista, a irmã dele acabou sendo presa por desacato à autoridade. Lúcia do Socorro, 35 anos, chamou todos os policiais de ladrões. Ela não quis falar com a imprensa, apenas confessou que desacatou os militares. “Gordo” será autuado por tráfico de drogas e ficará à disposição da justiça.
MAIS APREENSÃO
Além da pasta base de cocaína, foram apresentados na Seccional de Icoaraci oito pacotes de maconha. Segundo o tenente Juniel, que comandou a operação, a droga estava em poder de Sebastião Lima Coelho, 43 anos.
“Nós estávamos numa ação de rotina na área central de Icoaraci, quando avistamos em via pública um rapaz em atitude suspeita. Na abordagem, foi verificado com ele apenas um pacote de maconha prensada. Mas, após a apreensão e confirmação do seu endereço, encontramos mais sete pacotes da droga na casa dele, numa vila próxima ao centro de Icoaraci”, afirmou o tenente.
Bastante nervoso, Sebastião negou envolvimento com tráfico e disse que só falaria com a equipe do DIÁRIO na presença de seu advogado.
Para o tenente Juniel, o acusado é apenas o responsável pelo transporte da droga, função conhecida pelo nome de “mula” no jargão policial, já que na casa dele não foi encontrada nenhuma balança ou outro objeto que caracterizasse o local como ponto de preparo da droga. (Diário do Pará)
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