Na manhã do último sábado, uma mulher foi detida por policiais militares da 7ª Zpol sob a suspeita de ser a aliciadora de adolescentes que mantinham relações sexuais com alguns detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, em Santa Isabel do Pará. Angélica Abreu dos Anjos prestou depoimento na Data, mas acabou sendo liberada, já que não foi reconhecida pela vítima.
A detenção ocorreu na residência de Angélica (que também é conhecida como “Anne”), que fica na alameda D.Emanuel, na rua da Castanheira, no bairro do Curuçambá, em Ananindeua. Na ocasião, ela estava acompanhada de uma mulher de prenome Adelina. “Nós estávamos procurando um homem acusado de roubo de motos na área, que é marido da Adelina”, explicou o soldado Nildo Gonçalves, da viatura 8311.
Ao serem informados por Adelina que a casa é propriedade de “Anne” (nome amplamente divulgado pela polícia como o da aliciadora das adolescentes), os policiais militares decidiram efetuar a detenção das duas mulheres. Em seguida, ambas foram conduzidas ao Paar. No início da tarde, elas foram encaminhadas para a Data e, posteriormente, ouvidas pela delegada Márcia Contente.
VERSÕES
De acordo com o soldado Nildo Gonçalves e o major Márcio Rayol, Angélica dos Anjos confessou na Seccional do Paar que aliciava adolescentes para detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso. “Ela confirmou que levava as meninas por R$ 200,00. Revelou, inclusive, que era para um rapaz conhecido como ‘Rodriguinho’, que foi morto há três semanas lá no Paar”, destacou o soldado Nildo.
Mas, no depoimento na Data, Angélica dos Anjos negou qualquer envolvimento com aliciamentos de adolescentes. Diante da controvérsia, a delegada Márcia Contente registrou fotografias de Angélica e Adelina e levou até a Casa de Passagem, onde a adolescente que fez a denúncia de aliciamento se encontra custodiada. Segundo a delegada, a vítima não reconheceu nenhuma das mulheres.
Por conta disso, Angélica e Adelina foram liberadas. Na saída, Angélica conversou com a imprensa. “Eles (policiais) me pegaram porque sou conhecida como ‘Anne’, o mesmo nome da mulher que estão procurando”, comentou a mulher. Por fim, ela esclareceu o que a levou a confessar, na Seccional do Paar, que aliciava adolescentes. “Fizeram pressão e fiquei com medo de apanhar. Mas agora está tudo certo”, concluiu. (Diário do Pará)
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