Na madrugada de ontem, por volta das 5h30, após uma denúncia anônima, policiais da 5ª Zona de Policiamento apresentaram na Seccional Urbana da Marambaia o ambulante Natanael Oliveira Pereira, de 34 anos. Ele é acusado de ter agredido a companheira e tentado cortar a orelha dela com uma faca. O crime foi no bairro de Jaderlândia, em Ananindeua.
Segundo informações do soldado Barros, da viatura 9122, a vítima, Francilene da Silva Lira, 32, estava desesperada porque estaria sofrendo agressões constantes do companheiro. “Fomos informados através de uma denúncia anônima de que na residência nº 49 da Rua M, quadra 21, no bairro de Jaderlândia, um homem estaria agredindo a mulher e estaria com uma faca para matá-la. Fomos ao local indicado e o encontramos com uma faca na mão e a mulher em prantos clamando por socorro. Depois de um tempo, conseguimos entrar e prender o acusado. Ele ainda jogou no vaso sanitário uma quantidade de pasta base de cocaína, que seria dele”, contou.
Segundo a companheira dele, ambos estavam brigados e ontem o companheiro teria ido procurá-la para tentar reatar o relacionamento. Porém, como a conversa não deu jeito, após ser preso, ele foi conduzido para a Seccional da Marambaia e apresentado ao delegado Armando Mourão, que o autuou pela Lei Maria da Penha. De acordo com a lei, a pena varia de três meses a três anos.
TRAUMA
O acusado confessou ser usuário de entorpecentes há cerca de vinte anos, mas negou ter agredido a companheira, com quem vivia há pelo menos dois anos. “Eu nunca bati na minha mulher. Vendo cordão, relógio e celular na rua. Sou viciado em drogas desde que minha mãe morreu, em 1991, e só eu sei como vivo desde esse dia”, contou.
Natanael alegou ainda que vai pagar por uma coisa que não fez e ameaçou a mulher e a família dela. “Eu me viro como posso para colocar comida dentro de casa. Eu sei que sou viciado, mas ela veio de uma família em que todo mundo é traficante. Eu posso até ser preso, mas quando sair vou matar todos eles”, disse. Francilene Lira negou as acusações de crime de tráfico e disse apenas que no passado já foi usuária de drogas, mas que já teria largado o vício. (Diário do Pará)
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