Uma provável lista de execução pode estar por trás de mais um homicídio no bairro do Guamá. Na tarde de ontem, José Carlos da Silva Nascimento, 21 anos, vulgo “Zezinho”, foi morto com três tiros de revólver: dois na cabeça e um no peito, por um homem que estava com dois comparsas dentro de um veículo Cross Fox, cor preta. O crime ocorreu na esquina da passagem São Lázaro com a passagem Popular, próximo à avenida Bernardo Sayão.
Segundo os moradores do local, este é o quarto homicídio que ocorre na rua em menos de um mês. “Todas as mortes possuem as mesmas características. São realizadas por um homem branco, forte, conhecido como Darlan, e ele conta com o apoio de um carro preto”, afirmou uma vizinha da vítima, que não quis ser identificada.
De acordo com o sargento Farias, da 24ª Zpol, que esteve no local do homicídio, José Carlos já tinha passagem pela polícia. “A vítima já era conhecida na área pela prática de furtos. Ele havia sido preso por roubo qualificado e desde o mês de setembro vinha cumprindo a pena em liberdade. O crime tem fortes sinais de execução, o que é comum quando os presos têm dívidas fora da cadeia”, relata o sargento.
MARCADOS PRA MORRER
No local do crime, algumas pessoas falaram sobre uma provável lista com nomes de pessoas marcadas para morrer. “O nome do ‘Zezinho’ estava na lista que foi deixada aqui na rua quando executaram um outro homem”, afirmou um morador, que preferiu o anonimato.
Familiares da vítima confirmaram a informação. Eles disseram que esta é a sétima execução no bairro com as mesmas características e que o autor dos homicídios possui o prenome Darlan. “Esse Darlan é muito perigoso e não tem medo da polícia. Não tem hora para ele matar, pode ser de dia, de noite. Todos nós aqui da rua já estamos com medo de sair de casa. Ninguém sabe quem pode ser a próxima vítima”, disse uma tia da vítima, que também preferiu não se identificar.
O delegado Francisco Sombra, da Seccional do Guamá, onde o caso foi registrado, confirmou a informação sobre o carro preto, mas disse desconhecer a existência de uma lista e de um executor chamado Darlan. “Oficialmente ainda não chegou ao nosso conhecimento nenhuma informação sobre essa tal lista nem sobre esse Darlan. Nos depoimentos que ouvimos, ninguém citou a existência de um suspeito. O que vamos fazer agora é instaurar um inquérito para verificar quem de fato foi o autor dessa execução e se ela tem relação com as demais que ocorreram recentemente no bairro”, disse o delegado. (Diário do Pará)
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