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POLÍCIA

Professor esclarece 'briga' com aluno

Após o episódio de desentendimento entre o professor de educação física e um aluno de 14 anos da escola municipal Paulo Freire, ocorrido na última terça-feira, o educador Aldir de Souza Araújo Junior, 59, deu a versão sobre o fato à equipe do DIÁRIO, na t

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Após o episódio de desentendimento entre o professor de educação física e um aluno de 14 anos da escola municipal Paulo Freire, ocorrido na última terça-feira, o educador Aldir de Souza Araújo Junior, 59, deu a versão sobre o fato à equipe do DIÁRIO, na tarde de ontem, mas, antes de prestar qualquer declaração, pediu para ter a imagem preservada. “Não quero foto, tenho uma imagem a zelar”, declarou o professor.

Em seguida, ele deu início à versão sobre o acontecimento. “Eu estava no ginásio da escola ministrando aula para os alunos da 4ª série, eu dividi a turma em dois grupos: feminino e masculino. E tudo começou quando o aluno foi até a área das meninas e pegou o telefone celular de dentro da mochila de uma aluna e disse que ia fazer uma ligação”, declarou o professor.

Nesse momento, o professor teria dado a primeira advertência ao aluno, não autorizando o uso do celular. “Ele ficou com o telefone na mão e me afrontou não guardando e eu tornei a repetir que não era para ele usar. Mas eu saí do sério quando ele pegou o celular e escondeu por dentro da roupa. Eu fui em direção a ele e peguei o celular ”, falou o professor, que justificou a atitude por ter se sentido humilhado pelo aluno.

“Ele me enfrentou diante de todos os alunos, por isso eu perdi a cabeça”, acrescentou o educador. Como consequência do ato, o aluno teve lesões leves nas mãos. Ele ficou arranhado e chegou a sangrar. A coordenadora da escola levou o estudante para a sala da diretora e depois todos sentaram para esclarecer o ocorrido.

ARREPENDIDO
“Eu, ele, a coordenadora e a diretora da escola sentamos para conversar, mas em nenhum momento a escola disse que a mãe dele não deveria ser avisada, tanto que eu tirei o celular do meu bolso e coloquei na mesa, nisso, ele pegou e enviou a mensagem para o padrasto”, acrescentou o professor com mais detalhes.

O educador se diz arrependido pela atitude que tomou, “eu sei que não poderia ter perdido o equilíbrio e nem o controle da situação, hoje eu sei que a melhor atitude era ter direcionado o aluno à diretoria, não retiro a minha culpabilidade, mas me senti afrontado pelo aluno”.

SINDICATO
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) se pronunciou a respeito do caso. O diretor de comunicação do Sintep, Antonio Neto, disse que é necessário que esse tipo de situação seja discutido no conselho escolar da escola Paulo Freire. “É necessário que os pais, alunos, funcionários e professores da escola sentem para dialogar e levantar esse tipo de questão, pois essa é a melhor forma para se chegar a uma decisão. A vitimização não é a melhor forma de resolver o problema da escola e nem da educação”, disse Antonio Neto. (Diário do Pará)

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