Identificado por uma colega por “Gilsinho”, um homem foi morto com dois tiros na cabeça quando transitava pela passagem Curuçá, no bairro do Telégrafo. O crime ocorreu no início da noite de sábado (5). As primeiras circunstâncias do crime foram levantadas pelo sargento Couto, da viatura 9103, da 1ª Zona de Policiamento. Segundo informações de populares, a vítima caminhava a pé pela passagem Curuçá e foi seguida por dois homens em uma motocicleta preta quando, de repente, dois tiros foram disparados e “Gilsinho”caiu.
“Parece que eles estavam conversando, mas o diálogo foi muito rápido, foi quando as testemunhas, que estavam em uma pracinha, viram os assassinos fugirem pela rua do canal em uma moto”, informou o sargento Couto.
O delegado João Paiva, da Divisão de Homicídios, disse que é mais um crime de execução, com as mesmas características dos vários homicídios que têm marcado 2010 na Região Metropolitana de Belém.
O corpo do homem foi cercado por dezenas de curiosos, entre eles uma jovem de 17 anos que disse conhecer a vítima, a qual seria amiga do namorado dela. A moça informou que “Gilsinho” sempre era visto na passagem Mirandinha, esquina da passagem Caju, no bairro do Barreiro.
Ela revelou ainda que, na noite anterior, a vítima teria participado de uma festa em uma sede no Barreiro em companhia dela e do namorado. “Ele estava na festa ontem à noite”, reforça a jovem ao dizer que “Gilsinho” era assaltante do bairro do Barreiro.
CONFRONTOS
Outra situação levantada no local do crime, consta da “guerra” entre as “galeras” do Barreiro e do Telégrafo e algumas pessoas informaram à polícia que há um limite entre os envolvidos. “Eles delimitaram uma linha vermelha e quem ultrapassa este limite paga com a vida”, informou ao DIÁRIO um morador da área que pediu para não ter o nome divulgado.
Mesmo sem a identificação completa do nome da vítima, peritos do Instituto de Criminalística fizeram o levantamento de local de crime e a remoção do corpo. Cápsulas de bala ponto .40 foram encontradas no local do crime.
O registro foi feito na Seccional Urbana da Sacramenta, onde será aberto inquérito para apurar as causas do crime. (Diário do Pará)
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