O jaú que deslizou com um operário em uma obra da incorporadora e construtora “Authentiq” continuava inclinado no final da manhã de ontem. No momento do acidente, que aconteceu por volta das 10h, o pedreiro identificado apenas como Armando estava no equipamento utilizado para realizar procedimentos na área externa do prédio. Armando ficou pendurado. O operário sofreu escoriações leves.
De acordo com o engenheiro responsável pela obra, Estélio Cruz, o equipamento deslizou devido a quebra de uma peça. “Quebrou uma peça do jaú e o rapaz deslizou. Ele estava no 4º andar”. Segundo ele, o rapaz não sofreu nenhum ferimento grave porque estava seguro pelo cinto de segurança obrigatório. “Ele estava com todo o material de segurança”.
Pendurado apenas em um único cabo de aço, a condição em que o jaú se encontrava anunciava o ocorrido. “Ele estava fazendo o revestimento externo do prédio”, informou o engenheiro. “Já paramos os outros jaús para fazer uma vistoria que está sendo realizada por um engenheiro mecânico”.
Apesar de informar que o rapaz já havia sido encaminhado para o hospital, um trabalhador da obra, na travessa Barão do Triunfo, próximo à avenida Almirante Barroso, contou a situação de forma diferente, sem se identificar. “Ele ficou preso pela perna. Ele ainda está lá na segunda laje com um curativo no ombro”.
Momentos após a saída da maioria da imprensa que foi ao local em busca de informações, o operário saiu caminhando acompanhado de uma mulher. Com um curativo no ombro e em um dos dedos, ele foi levado por um carro particular até um hospital sem se pronunciar sobre o que tinha acontecido.
SINDICATO
Informados sobre o acidente, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil estiveram no local, porém não entraram na obra. De acordo com o coordenador geral do sindicato, Ailson Cunha, as informações repassadas a eles foram as mesmas recebidas pela imprensa.
“O jaú despencou junto com um trabalhador, mas não foi grave. Perto do terceiro andar o jaú parou porque tinha outro embaixo. Se não fosse o jaú, poderia ter sido pior”. (Diário do Pará)
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