Rogério da Costa Paiva, vulgo Índio, 26 anos, foi detido na manhã de ontem, na Seccional Urbana do Guamá, em função de um homicídio ocorrido em outubro de 2010. De acordo com o chefe de Operação Francisco Assis, já havia um mandado de prisão emitido contra Rogério, que era procurado pela polícia há quase um ano.
O crime ocorreu na noite do dia 25 de outubro do ano passado. Rogério e um comparsa, conhecido como Jeferson, teriam executado com cinco tiros Leonardo de Souza Batista, 22 anos, em frente de uma casa de show no Guamá. Na época foi cogitado que o crime teria sido por acerto de contas, já que a vítima teria passagem na polícia por assalto à mão armada e seria conhecida por praticar furtos na área.
“Como a vítima tinha envolvimento com o crime e os dois acusados eram considerados de alta periculosidade no bairro, a família de Leonardo se negou a fazer um boletim de ocorrência”, afirmou o chefe de Operações da Seccional do Guamá. Ainda segundo ele, a hipótese mais provável levantada pela polícia é que o crime tenha sido realizado para mostrar o poder da dupla no bairro.
A PRISÃO
Rogério foi abordado por volta das 11h, numa residência na passagem Gonçalves, bairro do Guamá. De acordo com investigadores da seccional, a prisão do acusado foi realizada por sorte, já que os policiais chegaram na casa em que ele estava para executar um outro mandado de apreensão. “Chegamos até a residência para prender outra pessoa e aí nos deparamos com ele. Assim que detectamos que se tratava do foragido, efetuamos a prisão imediatamente e não houve tempo para ele reagir”, relatou Assis.
Na seccional, Rogério negou envolvimento com o crime e disse que a vítima já tinha sido ameaçada por outras pessoas. “Eu não tenho nada a ver com esse homicídio. Me pegaram de laranja. Muita gente pode ter matado esse Leonardo. Mas uma coisa eu digo. Eu não fui”, afirmou Rogério.
Durante o depoimento, o acusado disse que a pessoa que o acompanhava, de prenome Jeferson, já está morta, mas não soube relatar os detalhes do crime. Após ser ouvido na Seccional do Guamá, Rogério foi transferido para uma unidade penal.
(Diário do Pará)
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