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POLÍCIA

Viúva diz que morte do marido foi encomendada

Na tarde de ontem, duas pessoas se apresentaram espontaneamente, na Seccional de Ananindeua, para esclarecer acusações. Mário Ricardo Solano, 27, conhecido como “Riquinho” e José Henrique Batista da Conceição, 20, o “Lourinho” se apresentaram com a mesma

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Na tarde de ontem, duas pessoas se apresentaram espontaneamente, na Seccional de Ananindeua, para esclarecer acusações. Mário Ricardo Solano, 27, conhecido como “Riquinho” e José Henrique Batista da Conceição, 20, o “Lourinho” se apresentaram com a mesma versão. Disseram que a polícia estava atrás deles, por isso tiveram a iniciativa de ir até a seccional esclarecer os fatos.

O “Riquinho” está em liberdade há um mês, pois estava preso por tráfico de droga. Ele nega o envolvimento no assassinato do cabo.

“Eu não tenho nada com isso. Eu tava lá no Fórum para assinar uns papeis quando minha mãe ligou dizendo que a polícia estava atrás de mim, de lá já vim direto pra cá”, disse Mario, que se apresentou com advogado.

José Henrique Batista é jogador sub-20 do Ananindeua e estava se programando para se profissionalizar. Ele apresentou a mesma versão usada por “Riquinho”, para a polícia. “Meus familiares que disseram para eu me apresentar, porque souberam que o meu nome tava sendo citado. Apareceu até uma foto minha na televisão, aí eu vim aqui para esclarecer”, disse o jogador.

RECONHECIDOS

De acordo com informações do diretor da Seccional de Ananindeua, Cesar Noronha, os dois foram autuados em flagrante por homicídio qualificado e formação de quadrilha devido testemunhas reconhecerem como envolvidos no crime. “ Tiveram pessoas que afirmaram que eles estavam no carro, por isso será feito o procedimento”, declarou o delegado, que acrescentou ainda que o crime tem características fortes de execução. “Eles chegaram a puxar assunto com o cabo e quando ele (o policial) virou de costas foi atingido. Eles foram para matar”, disso o delegado.

A pistola ponto 40 do cabo Cardoso, que foi levada após o assassinato, está desaparecida. A arma do crime, calibre 38, ainda não havia sido encontrada. Dois homens chegaram a ser detidos, na tarde de ontem, pois eles estariam escondendo as armas, mas a polícia está investigando.

VELÓRIO

Familiares e amigos de farda do policial militar estiveram presente no velório do cabo. O uniforme que ele usava diariamente estava pendurado sobre o caixão. A esposa de Edson, Julia Ribeiro, 33, acredita que o companheiro teve a morte encomendada.

Julia disse que o marido tinha ido na casa da irmã para se informar sobre o estado de saúde do tio, que está doente, já na volta para casa parou no posto e ocorreu o crime. “Eu quero justiça, planejaram a morte do meu marido e isso não pode ficar assim”, disse a viúva. O casal estava junto há quatro anos.

Edson Cardoso estava há 17 anos na Polícia Militar e como cabo estava há três anos.

(Diário do Pará)

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