Após três meses de investigações, policias civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), em Belém, conseguiram prender, na manhã de ontem, uma quadrilha suspeita de realizar assaltos em cidades do interior do Pará.
William Miranda dos Santos, 39 anos, Ademir José, 31, Paulo Sérgio Souza, 34, Wagner Nonato, 31, e Renato Fonseca, 28, foram presos em flagrante na BR-316, em Marituba, no momento em que fugiam de um assalto realizado no município de Paragominas, a 300 km da capital.
“Chegamos até o bando através da informação que eles estariam praticando assalto na cidade de Paragominas. Após um levantamento, fomos até o município e descobrimos que eles tinham assaltado a residência de um comerciante local. A partir dessa constatação e com a ajuda de depoimento da vítima, conseguimos levantar pistas sobre o grupo e, finalmente, desmontar a quadrilha”, relatou o delegado André Costa, responsável pelo caso.
APREENSÕES
Com o grupo foram apreendidos jóias, telefones celulares, relógios, dinheiro, além de um arsenal com uma pistola ponto 40, uma pistola nove mm e dois revólveres calibre 38. De acordo com a polícia, os cinco homens seguiam de Paragominas à Belém num veículo Pálio, quando foram abordados por agentes da Policia Rodoviária Federal, na BR-316, próximo a ocupação Almir Gabriel, em Marituba.
“A prisão só foi possível graças a ação da PRF, que nos ajudou a cercar o grupo”, explicou o delegado André Costa.
Ainda de acordo com o delegado, o carro usado pela quadrilha para fugir era o próprio veículo que foi roubado do comerciante em Paragominas. O que, segundo a polícia, facilitou no levantamento das investigações. Além dos objetos apreendidos, foram encontrados com o grupo R$ 1.200,00 em dinheiro e mais R$ 110 mil em cheque.
Segundo levantamento feito na sede da DRCO, todos os acusados são moradores do bairro do Benguí e pelo menos três deles já tiveram passagem pela polícia por roubo qualificado. Além disso, foi descoberto que Renato Fonseca ainda responde por um homicídio e utilizava uma identidade falsa no momento da apreensão.
Dos cinco membros da quadrilha, Renato foi o único que quis falar com a imprensa. Ele contou que tem curso superior e é formado em Educação Física, mas nunca trabalhou na área. Renato nega ter envolvimento em assalto e diz que estava apenas pegando uma carona com o grupo.
(Diário do Pará)
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