O adeus ao cabo Edson Cardoso foi marcado por muita emoção dos seus familiares e amigos. Às 10h30 o comboio que levava o corpo do policial militar para um cemitério particular, em Marituba, anunciava a sua chegada com barulho de sirene e buzinas.
Com passos cansados e bem lentos, a mãe do Cabo, dona Marilza de Souza Cardoso, 63 anos, encaminhava-se para a capela onde ia ser realizada a celebração antes do sepultamento.
Muito abalada, ela conseguiu dizer apenas que espera justiça. “Foi uma perda muito grande e vamos sentir muita saudade dele. Mas a única coisa que esperamos é justiça e que consigam pegar os culpados”, lamentou.
A viúva Júlia Ribeiro desmaiou no final da celebração. Ela foi socorrida pelo resgate do Corpo de Bombeiros que estava no local. De acordo com informações de uma amiga da viúva, Cleide Andrade, ela não se alimentava desde o dia em que houve o homicídio. Júlia não quis conversar com a imprensa, pois estava muito fragilizada.
Os amigos do cabo Cardoso estavam entristecidos e afirmaram que a perda do colega de farda será sentida por todos. “Estamos muito comovidos por vários motivos. Ele era uma pessoa prestativa e que cumpria com suas obrigações sempre. Estamos com um vazio irreparável”, comentou o coronel Marco Machado do Comando de Policiamento Regional Metropolitano (CPRM).
CASO
Cabo Cardoso tinha 42 anos e já servia a Polícia Militar há 17 anos. Ele foi assassinado com um tiro no pescoço em um posto de gasolina, no município de Ananindeua, na noite da última quarta-feira. A vítima ainda chegou a ser encaminhada para o Hospital Metropolitano, mas não resistiu ao tiro. Ele deixou a esposa e um casal de filhos.
(Diário do Pará)
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