A operação Haloween organizada pela Polícia Federal em combate aos jogos de azar resultou na prisão de dois policiais civis e um militar, além de 17 exploradores do comércio de máquinas caça-niquéis, no Pará. Devido a comprovação dos crimes em torno dos jogos a 3ª Vara da Justiça Federal , em Belém, expediu mandados e assim foi montada a operação.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da Polícia Federal do Pará a investigação já vinha ocorrendo durante alguns meses, mas somente após a expedição dos mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e condução coercitiva (que é quando a polícia sabe que uma pessoa obtém informações importantes é chamada para prestar esclarecimentos), a polícia executou a operação.
MANDADOS
Na manhã de ontem, foram cumpridos 15 mandados de prisão e 5 de condução coercitiva e ficaram dois pendentes. O delegado Ualame Machado, chefe da operação deu início aos cumprimentos às 6h de ontem, e os personagens principais dessa investigação são dois policiais civis, um policial militar, além de um empresário do ramo das máquinas caça-níqueis.
Clayton Mercês do Nascimento foi preso em sua residência, no bairro da Marambaia. Os policiais federais encontraram nos fundos da residência de Clayton uma oficina, que serveria para a montagem das máquinas, para em seguida alugar para pontos comerciais. Mais de quatro mil componentes eletrônicos usados na fabricação da máquina-caça níquel foram apreendidos na oficina.
Segundo a polícia, o empresário viajava para o Paraguai para comprar os equipamentos e também fazia compras em São Paulo via internet. Depois das máquinas montadas ele disponibilizava para aluguel. Já estava há cinco anos nessa atividade e com o dinheiro ilegal lucrado conseguiu ter um padrão de vida alto, além de uma casa com padrão alto tinha dois carros na garagem, que também foram apreendidos.
POLICIAIS
De acordo com o delegado, os policiais civis e militares davam cobertura aos empresários do ramo ilegal. Eles davam informações das operações que eram realizadas, assim dava tempo deles esconderem as máquinas. Os três policiais também receberam voz de prisão em suas residências. Todos moram às proximidades da avenida Augusto Montenegro.
O policial militar Herley Junior Favacho da Silva atua no 1º Batalhão, no bairro de Val-de-Cães. O policial Civil Ardiley de Jesus dos Santos Barra, atua na delegacia de Decouville, em Marituba e Marcelo Romeiro Cardoso, na Seccional do Comércio. Os três foram encaminhados à penitenciária Anastácio das Neves onde aguardam a abertura de inquérito administrativo para apurar a suspeita de envolvimento no crime. (Diário do Pará)
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