Sob a presidência do juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, os jurados da 2ª Vara do Júri de Belém, após julgamento, votaram pela condenação de Michel Amorim da Silva, 22 anos, conhecido por “Boca de Lata”, porque usava aparelho ortodôntico. Por maioria dos votos os jurados reconheceram que o réu foi autor de homicídio simples (pena prevista de 6 a 20 anos) contra Antonio Ferreira Leal, 20 anos, conhecido como “Péssimo”, usuário de entorpecente. A pena imposta ao condenado, de 16 anos, será cumprida em regime inicial fechado, numa penitenciária da região metropolitana de Belém. Ao ouvir a sentença condenatória, a mãe do jovem desmaiou e precisou ser atendida pelo serviço médico do Fórum Criminal.
Na tribuna do júri, o promotor de justiça José Maria Gomes dos Santos sustentou a acusação e requereu a condenação do réu, sendo acatado pelo corpo de jurados formado por sete integrantes. “Ninguém pode chegar assim e ir matando as pessoas”, enfatizou. Para José Maria Gomes, o réu pode ser um soldado do tráfico, e mesmo com pouca idade, já possui uma extensa ficha criminal, incluindo cinco acusações de homicídio.
Em defesa do acusado atuou o defensor público Rafael Sarges que apresentou a tese de negativa de autoria. Nas alegações do defensor, o autor dos disparos contra a vítima teria sido outra pessoa e que o caso não teria sido bem apurado pelas autoridades policiais.
Ao ser interrogatório perante os jurados, o réu negou a autoria do crime e que trabalhava com o pai e outros familiares na distribuição e venda de jornais. Michel alegou que na área onde mora também residia outro Michel e que poderia ter sido essa pessoa a cometer o crime.
Consta no processo que o crime ocorreu por volta das 21h, do dia 28/07/2009, na passagem Rodrigues, bairro da Terra Fime, periferia de Belém. A vítima, usuária de drogas, estava sentada numa calçada, quando o réu chegou acompanhado de mais dois, todos montados em bicicletas. De acordo com testemunhas, o trio se aproximou e perguntou: “Quem é ‘Péssimo’?”. Após confirmar de quem se tratava, Michel teria disparado cinco tiros de revólver calibre 40. (Diário do Pará)
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