Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (24) pela Polícia Federal resultou na prisão de sete pessoas em Marabá, sudeste do Pará, acusadas de fraudes bancárias na internet. Dentre os presos está um policial militar.
O valor total estimado das fraudes cometidas apenas no período de investigação estimado é de mais de R$ 3 milhões no Pará, podendo atingir valores bastante superiores a partir da análise do material apreendido.
Ao total, foram expedidos pelo juiz da 4ª Vara Federal de Belém Antônio Carlos Almeida Campelo, 25 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e 7 de condução coercitiva, sendo um deste cumprido em Goiânia e outro em Curitiba.
Cento e sessenta policiais federais de Belém, Imperatriz (MA) e Brasília (DF) participaram da operação, denominada On-line. Durante a ação em Marabá, foram presos Gabriel Alves de Araújo Leite, Herbert Assem Calixto, Darlan Pereira Brito Gomes, Elissandro Caetano de Sá, Nivaldo Maravilha Lima, Ernandes Castro Alves e o policial militar Dhony Souza Santos.
Em poder deles foram apreendidos vários televisores, computadores e veículos de luxo. Segundo o delegado Marco Aurélio, que veio de Belém comandar a operação, os presos na operação são arregimentadores de cartão ou pessoas que cediam a sua conta bancária para receber dinheiro desviado de forma fraudulenta de contas vítimas.
A operação é resultado de uma investigação que estava sendo realizada há seis meses. As investigações apontaram que o policial militar Dhony Souza Santos, o Baratinha, mantinha contato com os usuários dos programas maliciosos (vírus) e arregimentava boletos bancários de arrecadação do município para serem pagos de forma fraudulenta.
FRAUDES
A quadrilha também invadia as contas da Caixa Econômica Federal e de outros bancos para roubar o dinheiro por meio de transferências a “laranjas”, compra de passagens aéreas usando os pontos do programa de milhagem das vítimas, além de compras de cimentos.
Com relação às fraudes no comércio de cimentos, o delegado Marco Aurélio explicou que a quadrilha conseguia, por meio de empresas fantasmas, fazer uma compra de cimento e o boleto gerado era pago por meio de fraude em contas bancárias de empresas privadas. O valores eram altos, de R$ 10 a R$ 18 mil.
“O cimento de fato era entregue em outros locais e lá eram vendidos a preços de custo. Então, os fraudadores conseguiam um lucro rápido e também lavavam o dinheiro”, explicou o delegado da PF.
De acordo com informações da Polícia Federal, a quadrilha já atuava há pelo menos dois anos na região. Alessandro José, apontado como chefe da quadrilha, continua foragido da Justiça. Além dele, outros alvos não foram localizados, mas os agentes da PF estavam negociando para que eles se entreguem, segundo informou o comandante da operação.
Os presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro, falsidade ideologia, interceptação de dados ilegal e violação do sigilo bancário. Somadas, as penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.
Ontem mesmo eles foram encaminhados para o Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes, onde estão à disposição da Justiça. (Diário do Pará)
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