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POLÍCIA

Passeata pede justiça pela chacina de Icoaraci

Trêmula, com lágrimas escorrendo no rosto visivelmente abatido, no peito a foto do filho, nas mãos um cartaz pedindo justiça. A imagem da mãe do jovem João Paulo, 16 anos, uma das seis vítimas da chacina ocorrida em Icoaraci no último sábado, refletia

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Trêmula, com lágrimas escorrendo no rosto visivelmente abatido, no peito a foto do filho, nas mãos um cartaz pedindo justiça. A imagem da mãe do jovem João Paulo, 16 anos, uma das seis vítimas da chacina ocorrida em Icoaraci no último sábado, refletia o sentimento da população local. Chocados com a brutalidade da execução, dezenas de familiares, amigos e moradores, acompanhados por representantes de entidades que lutam pelos direitos humanos, foram às ruas do distrito pedir justiça e paz.

O movimento começou por volta das 8h30 da manhã de ontem, na praça Moura Carvalho, às proximidades da rua Padre Julio Maria. Aos poucos, curiosos, vizinhos e apoiadores chegavam para engrossar o movimento. “Queremos justiça! Não é possível que mais uma tragédia vá continuar impune. Estamos aqui para chamar a atenção das autoridades. Estão dizendo que meu filho é bandido e que já teria sido detido pela Data. A informação é falsa e por isso entramos com uma ação junto ao Ministério Público contra uma emissora de televisão. Queremos retratação pública”, conta Ana Lúcia Viana, referindo-se a um programa jornalístico que afirmou que o filho dela já teria passagem pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente (Data).

João Paulo era o terceiro de quatro filhos. Morava com a avó há pouco mais de três meses. A mãe o levou para morar em Icoaraci por causa da violência do bairro do Tenoné, onde reside, e também porque procurava melhores condições de educação. “Perdi meu filho. Não há dor maior que essa. Agora só me resta cobrar justiça dos homens e esperar a de Deus”, sussurrou aos prantos. O rapaz cursava a oitava série do ensino fundamental e gostava de tatuagem. “Por preconceito, as pessoas o confundiam com bandido, mas era só uma questão de estética”, completa. (Diário do Pará)

Leia a reportagem completa no Diário do Pará

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