Início da madrugada de terça-feira (29) e um casal chora a perda de um filho. Aos prantos, Marcos Sousa e Michele Gonçalves procuravam entender o que havia ocorrido. A triste cena pôde ser observada no residencial Almir Gabriel, município de Marituba. E a violência dentro da escola na qual o adolescente de 15 anos estudava pode ter sido o estopim para a execução do crime.
De acordo com informações apuradas pelo sargento Mesquita, da viatura 8204, da 18ª ZPol, o jovem conversava com um grupo de amigos, na esquina da rua Padre Józimo com a rua Antônio Armando, quando dois homens se aproximaram e um deles efetuou vários disparos de arma de fogo. Populares afirmaram ter ouvido entre cinco e sete tiros.
O principal alvo foi o adolescente, que foi atingido por pelo menos três disparos. Uma mulher identificada como Edilene Carvalho Coelho, de 30 anos, que integrava o grupo com o qual o jovem conversava, também foi atingida por um dos disparos. Ela foi socorrida e levada para o Hospital de Urgência e Emergência de Marituba. Edilene não corre risco de morte.
Apesar do receio dos moradores em colaborar com a polícia, os PMs conseguiram levantar informações a respeito das características físicas dos assassinos. “Nos disseram que um era alto e magro, enquanto o outro tinha baixa estatura. Além disso, falaram que um deles estava de camisa preta e o outro de camisa branca”, informou o sargento Mesquita.
AMEAÇAS
A mãe do adolescente assassinado revelou à imprensa que, na semana passada, o filho havia lhe informado sobre uma briga ocorrida na Escola Eduardo Luande, que fica no residencial Almir Gabriel. “Ele disse que estava com a namorada quando um rapaz chegou e lhe deu pauladas pelas costas. Aí, ele brigou e bateu no rapaz”, relatou Michele Gonçalves.
Após o episódio, segundo Michele, o filho passou a receber diversas ameaças de morte. No entanto, Michele não revelou a identidade do rapaz com o qual o filho brigou na Escola Eduardo Luande. O pai, Marcos Sousa, alegou não ter tomado conhecimento das ameaças de morte. Michele ressaltou que frequentemente o filho conversava com amigos na esquina onde o crime foi cometido. (Diário do Pará)
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