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POLÍCIA

Microempresário acusa PM de abuso de poder

No último sábado (29), o microempresário Wallace Patrick, de 19 anos, ia a um show no Parque de Exposições no Entroncamento, na Grande Belém, quando foi abordado na porta da entrada por seguranças que estavam trabalhando no evento. Os seguranças disseram

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No último sábado (29), o microempresário Wallace Patrick, de 19 anos, ia a um show no Parque de Exposições no Entroncamento, na Grande Belém, quando foi abordado na porta da entrada por seguranças que estavam trabalhando no evento. Os seguranças disseram que um grupo estaria acusando o jovem de participar do roubo de uma moto na quarta-feira (23), em frente ao conjunto Tapajós, na Augusto Montenegro.

Segundo Patrick, ao chegar no local onde esse grupo estava, um deles disse que ele havia roubado a sua moto na companhia do irmão, que os dois teriam anunciado o assalto e se apresentado para a vítima. Diante do relato, os seguranças da festa acionaram uma equipe Polícia Militar, que ao chegar no local, algemou o rapaz, por considerar que a vítima de assalto seria policial militar.

“Os policiais já chegaram me chamando de vagabundo e me algemando, tudo porque o rapaz que me acusa de ter roubado a moto, é policial. Nunca nem vi, nem estava na hora e local em que isso aconteceu. Ele ainda disse que eu estava com 'meu irmão', mas não sei como isso poderia acontecer, pois sou filho único”, afirmou Patrick.

Ao chegar à seccional da Marambaia, Patrick permaneceu algemado por quase 4 horas e foi ameaçado por um policial militar identificado como Fagundes, da 7ª Zpol, que seria dono da suposta moto roubada. Durante sua permanência na seccional, Patrick disse que o policial teria feito fotos e anotado o endereço de sua casa, e ainda o teria ameaçado diante de outros policiais que estavam no local: “A foto é para ficar ao lado do caixão dele (Patrick)”. “Ele disse que se meu filho fosse solto, ele iria atrás para matá-lo”, relatou a mãe do jovem.

A ameaça não foi registrada na seccional, assim como as acusações de roubo. O Delegado de plantão, Clayton dos Santos Chaves não teria feito o Boletim de Ocorrência, ou fornecido informações sobre a identidade dos policiais que fizeram a prisão do jovem. A família de Patrick encaminhou o caso até a Corregedoria Geral de Polícia Civil do Estado, onde a ocorrência foi registrada como ameaça e intimidação por parte da Polícia Militar.

A assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que o caso deverá ser apurado pela corregedoria, e que as partes envolvidas deverão esclarecer o que de fato ocorreu. (da redação do Diário do Pará)

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