Uma menina de sete anos de idade teria sido violentada sexualmente dentro de casa pelo padrasto Alexsandro de Moraes Assunção, 22, na madrugada de quarta-feira (1º), no bairro do Guamá, em Belém. A cena teria sido flagrada pelo tio da vítima após ouvir um barulho vindo da cama em que a sobrinha dormia. Segundo a polícia, a criança reconheceu e confirmou a ação do suspeito.
Na casa de dois quartos, localizada no bairro do Guamá, em um deles dormia o tio da vítima em companhia de sua esposa. No outro cômodo dormiam a vítima, o irmão mais velho dela e Alexsandro Assunção.
O tio da vítima contou em detalhes como percebeu a violência sexual que a sobrinha teria sofrido no outro lado da casa. “Eu estava dormindo com minha esposa e me assustei com o barulho da cama no outro quarto batendo na parede. Quando olhei por uma brecha, vi ele deitado ao lado dela na cama e forçando a minha sobrinha a manter relações sexuais, colocando a mão na boca dela para ela não gritar”, contou.
Segundo o tio da menina, em seguida Alexsandro Assunção colocou a menina sentada na cama e pôs o órgão genital na boca da vítima. “Ele forçou minha sobrinha a fazer aquilo, depois ela cuspiu com nojo. Além disso, na cama e no ombro dela estava sujo de esperma”, disse.
Segundo o tio da criança, o suspeito estava dormindo sozinho com as enteadas na noite de ontem porque a esposa estava com a filha legítima dos dois em um hospital recebendo atendimento médico.
O tio da criança foi até o cômodo e, de acordo com ele, Alexsandro fingiu que estava dormindo. Desolado com a situação e evitando fazer algo pior, preferiu acionar a Polícia Militar e tomar os procedimentos legais.
A viatura 9431, da 11ªª Zona de Policiamento, comandada pelo sargento PM A. Araújo, se deslocou para o endereço. De acordo com o sargento, “o suspeito estava dormindo e não reagiu”. Ele foi conduzido para a Central de Flagrantes da Seccional de São Brás, onde foi apresentado para a delegada de plantão Ocione Guidão, que o autuou pelo crime de estupro de vulnerável.
A criança permaneceu, durante a madrugada, sob os cuidados da delegada, aguardando encaminhamento, ainda no início da manhã, para passar por exames médicos no Instituto Médico Legal. Em seguida, a criança seria conduzida ao Pró-Paz para receber atendimento médico, psicológico e de assistência social.
Procurado pelo DIÁRIO, o suspeito negou todas as acusações contra ele. Segundo a Polícia Civil, após comprovação dos exames, ele já estaria à disposição da Justiça. (Diário do Pará)
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