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POLÍCIA

Detentas se rebelam e deixam celas destruídas

Durante a rebelião no Centro de Reeducação Feminino (CRF), cinco celas ficaram destruídas e 10 foram danificadas pelas 80 internas que se envolveram na manifestação. A ala atingida possuía 241 detentas, mas nem todas participaram da rebelião que começou p

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Durante a rebelião no Centro de Reeducação Feminino (CRF), cinco celas ficaram destruídas e 10 foram danificadas pelas 80 internas que se envolveram na manifestação. A ala atingida possuía 241 detentas, mas nem todas participaram da rebelião que começou por volta das 9h30 de ontem e terminou às 11h, com a presença do Comando de Missões Especiais (CME) e de duas viaturas da Rotam, comandadas pelo capitão Mourão. Segundo informações da Polícia Militar, ninguém ficou ferido.

De acordo com o cabo Iran Costa, as internas estavam agressivas. “Elas arrancaram as grades das celas, quebraram a estrutura de ventilação feita de tijolo e atearam fogo em um pedaço de colchão. Jogaram ainda pedra em direção a polícia, mas ambas as partes não se machucaram”. A PM ressaltou que algumas das reivindicações seriam o pedido de um mutirão da justiça, para acelerar os processos das internas e a entrada de medicamentos no CRF.

A sogra de uma detenta que estava no local no momento da rebelião, disse elas estavam alteradas. “Tava tirando a carteira pra poder visitar minha nora quando começou aquele quebra-quebra lá dentro. Só ouvi os pipocos de pedra e depois me tiraram de lá”.

MOTIVOS

Em nota, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) informou que as internas reclamaram das medidas disciplinares adotadas após a segunda edição da Operação “Sentinela do Norte” que apreendeu na casa penal 28 chips, 139 celulares, 117 baterias, 36 fones de ouvido, seis cachimbos, 81 estoques, 154 carregadores, 73 petecas, quatro trouxas de 10g de maconha e 70g de pasta base.

As mulheres desde o dia anterior estavam descontentes com revistas e incômodos, causados por policiais que integraram a operação. Elas bradavam que foram agredidas física e moralmente. Os agentes as teriam chamado de “Safadas” e “vagabundas”.

Devido a revista, todo o alimento levado por familiares não pode entrar no local. Esse descontentamento se transferiu para a manhã de ontem, porque a visita de familiares fora suspensa.

AMAMENTAÇÃO

Durante a rebelião, quando era grande a movimentação dentro do CRF, do lado de fora, estavam os familiares, esperando respostas. Discreta, e encostada em um muro, estava uma senhorita, com um bebê de seis dias de nascido, do sexo feminino no colo.

A criança é filha de uma detenta que deu luz por parto cezariano. Ela precisava ser levada para o interior da casa penal, para mamar. Além disso, sua tia precisava também retirar um frasco com leite da mãe do bebê, para dar continuidade ao aleitamento, no resto do dia.

A Jovem disse que todos os dias em que esteve no CRF com o bebê sempre encontrou dificuldades para entrar para atender as necessidades da criança junto à mãe.

Ela reclamava que não estava ocorrendo respeito aos direitos individuais e clamava pelos representantes de defesa dos direitos humanos, para ajudá-la. (Diário do Pará)

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