A equipe da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) em Marabá, sudeste do Pará, prossegue com as investigações sobre a morte do líder sindical Valdemar Oliveira Barbosa, conhecido por “Piauí” e morto em 25 de agosto deste ano, no município.
Três acusados de envolvimento no crime já estão presos. Sob comando do delegado Victor Leal, titular da Deca, os trabalhos de investigação objetivam apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema que resultou no crime.
Os acusados são o fazendeiro Vicente José Corrêa Neto, apontado como mandante do assassinato, e dois homens - Diego Pereira Marinho e Valdenir Lima dos Santos, conhecido pelo apelido de “Velhinho” - acusados de serem os pistoleiros contratados para tirar a vida de Valdemar Barbosa. As prisões foram efetuadas em Marabá e Jacundá, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro, após quase quatro meses de investigações. Valdemar era integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Marabá.
Ele foi morto enquanto caminhava por uma rua no bairro São Félix, em Marabá, por dois homens em uma moto. No ano passado, ele coordenou a ocupação da fazenda Califórnia, no município de Jacundá. A propriedade foi desocupada pela Polícia Militar no final do ano passado, mas Valdemar ameaçava novamente invadir a área. Vicente Neto é o dono da fazenda. Essa teria sido a motivação do crime.
Plano de ação
Conforme o delegado, no dia do assassinato, os dois pistoleiros estiveram em uma reunião coordenada por Valdemar, em Marabá, onde estava sendo articulada, com outros trabalhadores rurais, uma nova ocupação da fazenda.
Ao ser preso, Valdenir portava um revólver calibre 38 que pode ter sido a arma usada no crime. Ainda, conforme depoimento do preso, no total, o fazendeiro pagou R$ 3 mil aos pistoleiros. O valor foi dividido entre os dois, sendo R$ 2 mil para Valdenir, o executor de Valdemar, e R$ 1.000 para Diego. Os acusados permanecem recolhidos em Marabá à disposição da Justiça.
Diego, em depoimento ao titular da Deca, confessou envolvimento em quatro homicídios. Já “Velhinho” teria cometido três mortes na região. A defesa do fazendeiro tentou a liberdade para o acusado, o que foi negado pela Justiça. (Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar