Executada com um tiro na cabeça na porta de sua residência, Ivete Lopes Noronha, 39 anos, discutia com três homens não identificados quando o crime aconteceu. A filha da vítima, de 13 anos, ouviu um disparo depois que sua mãe foi ameaçada durante um bate-boca. O crime ocorreu por volta das 19h30 de ontem, na rua Flamengo, no bairro Água Boa, em Outeiro.
De acordo com o sargento Saraiva, da 21° ZPol, a filha de Ivete percebeu a discussão em frente a sua casa e entrou para pedir ajuda. “Ela contou que eles estavam conversando alto, depois começaram a discutir, quando um deles perguntou para a mãe dela se continuaria vendendo drogas. Logo depois disso, a menina ouviu um tiro”.
Ainda segundo informações da Polícia Militar, a adolescente relatou que os três homens fugiram correndo em direção à avenida Paulo Costa, que seria a principal do bairro. Saraiva ressaltou que a menina estava bastante nervosa e foi retirada do local.
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, disse que o motivo da morte de Ivete teria sido por uma disputa dos pontos de venda de drogas que existem na rua.
Lenoir ressaltou que a vítima abandonou o marido, que seria trabalhador, e mais cinco filhos, para viver com um traficante, aumentando a concorrência para os outros que tinham ponto de drogas no local.
“Como ela estava fornecendo drogas para esse traficante com que ela vivia, acabou despertando a ira de outro traficante da área, que foi o executor. E ele ainda disse, antes de executar, que a carreira dela tinha acabado”.
O delegado afirmou ainda que 99% dos casos de homicídios investigados pela Polícia Civil são causados pelo tráfico de drogas.
(Diário do Pará)
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