Resignação para alguns membros da família de Ordeonan da Costa dos Reis de 24 anos o “Nem” que segundo o tio trabalhava de ajudante de pedreiro, mas que para a polícia tinha várias entradas e que foi assassinado com seis disparos de uma arma ponto 40 de uso exclusivo das forças de segurança na avenida Tucunduba em frente as obras do PAC no bairro do Guamá em Belém.
O crime, sem testemunhas, muito embora fosse cedo da noite, teve aparência de execução pela forma como foi planejada e pela audácia do matador, que estava à espreita de “Nem”, quando este se preparava para fazer um “gato” na rede de energia elétrica na avenida Tucunduba.
Muito reservadamente uma testemunha que estava do outro lado da rua viu a vítima vir carregando uma grande escada de madeira e quando se preparava para subir no poste foi atingido por seu algoz, que fez vários disparos. “Nem” morreu no local. “O homem atirou e ainda ficou vendo a vítima se estrebuchar” disse a testemunha.
Policiais militares, que estavam em um trailer próximo ao crime, ao ouvirem os disparos saíram para o local ainda percebendo o assassino fugindo para um terreno na área das obras do PAC. “Os policiais chegaram a trocar tiros com o assassino que não se intimidou e atirou contra os policiais enquanto fugiu” disse o comandante da viatura 9444.
A Divisão de Homicídios fez o levantamento do local do crime através da delegada Cláudia Renata Guedes e seus policiais conseguiram informações da vida pregressa da vítima, que tinha várias passagens pela polícia por diversos crimes.
No local escuro, populares ficaram à distância observando a movimentação de peritos do Instituto de Criminalística, que recolheram cápsulas e projéteis de arma ponto 40, que foram levados para ser periciados. O resultado vai fazer parte do inquérito policial.
A escada de madeira, que estava sendo utilizada para a feitura do “gato” em um barraco da invasão bem em frente, ficou próximo ao corpo e ninguém quis informar para quem a vítima estava fazendo o “gato”, também considerado crime pela polícia.
O tio da vítima acompanhou o serviço de perícia do Instituto de Criminalística e forneceu poucas informações quanto ao crime. “Apenas o básico para fazer a remoção” disse o homem.
(Diário do Pará)
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