Suspeito de cometer o crime de estupro contra uma adolescente de 17 anos, Claudio Antonio Dias dos Santos, 28 anos, tentou fugir da Seccional da Cidade Nova após ter sido preso. Em um momento de descuido, ele se escondeu embaixo da escada, local improvisado para guardar motos e bicicletas apreendidas. Somente após alguns minutos de procura pelo preso é que os investigadores da unidade policial o encontraram todo encolhido no escuro.
Na manhã de ontem, policiais militares receberam a informação, via Centro Integrado de Operações (Ciop), de que havia uma situação de estupro na estrada do Providência, bairro do Coqueiro. Os policiais foram até ao local. “Quando eles chegaram lá, o vizinho já estava segurando ele”, disse o chefe de operações da seccional, Rui Santos, referindo-se ao suspeito.
Segundo informações da polícia, anteontem Claudio teria ido até essa residência para fazer um trabalho de serviços gerais. Para a polícia, ele estudou o local para no dia seguinte executar o crime. Na manhã de ontem, Claudio teria invadido a residência pelo buraco do ar-condicionado. Ele estaria armado com uma faca. Na residência, estava a adolescente de 17 anos e uma criança, da qual a adolescente cuida.
De acordo com o depoimento da vítima para a polícia, Claudio a teria atacado, sob ameaça de que se gritasse ele iria furar a criança. Segundo a menina, ela ainda relutou contra o ataque do suspeito de ser estuprador, mas não teria conseguido evitar a violência. Segundo ela, o estupro teria sido concretizado por Claudio, sendo que ela foi socorrida por um vizinho.
“O vizinho escutou uns gritos e quando foi pra rua viu Claudio saindo da casa com a faca. O vizinho lutou com Claudio e conseguiu fazer a prisão dele. Logo a polícia chegou e ele foi preso”, completou o chefe de operações.
ESCONDE-ESCONDE
Já no final do procedimento de flagrante, por volta das 16h, Claudio provocou tumulto na Seccional da Cidade Nova. Depois que ele chegou do Instituto Médico legal (IML), o chefe de operações determinou que ele ficasse trancado na cela da seccional, que está em obra autorizada pela Superintendência do Sistema Penal do Estado (Susipe).
Mas os agentes da Susipe preferiram colocar o preso em um corredor fora da cela. No momento em que reportagem chegou à unidade policial para pegar as informações sobre o caso, os investigadores sentiram a falta de Claudio. Ele não foi encontrado no local que deveria estar.
Depois de alguns minutos de busca, quando os policiais já estavam de saída para procurar o suspeito fora do prédio, um dos investigadores viu o acusado todo encolhido no escuro em meio às bicicletas e motos apreendidas embaixo da escada. (Diário do Pará)
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