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POLÍCIA

Não há rivalidade entre escolas, diz Seduc

O caso ocorrido na manhã de quinta-feira, 15, quando um grupo de estudantes invadiu a Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental Paulino de Brito, causando pânico entre alunos e funcionários, por quase uma hora, é considerado um fato isolado pela asses

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O caso ocorrido na manhã de quinta-feira, 15, quando um grupo de estudantes invadiu a Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental Paulino de Brito, causando pânico entre alunos e funcionários, por quase uma hora, é considerado um fato isolado pela assessoria de segurança da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Três adolescentes que pertenciam ao grupo que invadiu a escola foram apreendidos por policiais da Rotam e encaminhados à Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA).

A assessora de segurança da Seduc, Eloísa Aguiar, informou que após o levantamento do caso pela DATA descobriu-se que apenas um dos adolescentes detidos era aluno da Escola estadual Pedro Amazonas Pedroso. Ao contrário do que teria sido divulgado, Eloísa afirma que não se tratava de uma rixa entre os estudantes das duas escolas. “Um dos adolescentes é da Escola Salesiana do Trabalho. O outro era do Pedro Pedroso e o terceiro é de outra escola. Então não se pode dizer que eram alunos do Pedroso invadindo o Paulino de Brito”.

Eloísa questiona a quem interessa difundir a questão da possível rivalidade entre as escolas que estaria gerando os casos de violência entre os estudantes. “Rivalidade sempre existiu, mas para saber quem era o melhor. Hoje está se querendo criar uma rivalidade para saber quem é o pior”, avalia.

MOTIVO

Segundo Eloísa, a informação obtida e que teria gerado toda a confusão, foi a de que alunos do Paulino de Brito teriam jogado pedras contra alunos do Pedroso e isso teria incitado um grupo de estudantes que invadiram, um deles armado, a escola Paulino de Brito. O bando teria ameaçado e ferido alguns estudantes. Durante 40 minutos houve confronto entre os invasores e estudantes do Paulino de Brito até que policiais da Rotam e da Companhia Independente de Polícia Escolar (CIPOE) colocaram fim à confusão.

“O Cipoe não identificou alunos do Pedroso na escola. Encontraram alunos do Paulino de Brito no telhado e com lâmpadas nas mãos e eles alegaram que estavam apenas defendendo a escola”, explicou Eloísa.

Eloísa disse ainda que todas as escolas estaduais, em especial a Pedro Amazonas Pedroso, possuem projetos pedagógicos para coibir ações de violência nas escolas. “Eles fazem dança, teatro, aulas de karatê, capoeira, além de laboratórios de informática. “A Seduc não pode fechar as portas para nenhum aluno. Nós possuímos adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas e são tratados como alunos normais”, afirmou.

GANGUES

A assessora de segurança da Seduc também discorda que se trate de casos de gangues escolares se confrontando. Segundo Eloísa Aguiar, até que a Polícia Civil identifique que aja essa disposição (briga de gangues) a situação será descartada.

“Não houve um aluno que tenha participado de várias situações. Isso nunca ocorreu. São casos deliberados, isolados. Quando a policia identificar um aluno ou um grupo com essa disposição aí sim a situação será outra e não deixaremos de agir”, garantiu. (Diário do Pará)

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