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POLÍCIA

Pesquisa faz radiografia do crime na UFPA

Na tarde de segunda-feira (19), estudantes do Programa de Pós-Graduação em Defesa Social e Mediação de Conflitos apresentaram ao reitor da Universidade Federal do Pará, Carlos Maneschy, os resultados da pesquisa intitulada “Diagnóstico da Criminalidade n

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Na tarde de segunda-feira (19), estudantes do Programa de Pós-Graduação em Defesa Social e Mediação de Conflitos apresentaram ao reitor da Universidade Federal do Pará, Carlos Maneschy, os resultados da pesquisa intitulada “Diagnóstico da Criminalidade na UFPA”. A entrega aconteceu no prédio da reitoria, logo depois que professores, alunos e colaboradores do estudo divulgaram oficialmente à imprensa os números aferidos no trabalho.

A pesquisa compôs as atividades da disciplina “Métodos Quantitativos Aplicados à Segurança Pública”, que contou com a participação de 12 dos 17 acadêmicos que integram o primeiro e único curso de Pós-Graduação do Brasil voltado para segurança pública. Entre janeiro de 2010 e agosto de 2011, foram entrevistados 414 graduandos de todos os cursos oferecidos, sendo que a instituição de ensino possui 16.611 estudantes matriculados.

Dentre os consultados, 55,5 % afirmaram se sentirem inseguros nas dependências do Campus Guamá. Contudo, 23% confirmaram que presenciaram algum tipo de crime ser cometido dentro da universidade. Outro dado interessante diz respeito ao dia e horário em que houve maior ocorrência de criminalidade. A maioria dos crimes praticados ocorreu durante as quintas e sextas-feiras, entre 21h e 23 h, principalmente no entorno do “Vadião” (Forró Universitário).

A pesquisa também apontou que 68% dos universitários vitimados pela criminalidade não registram o caso numa unidade policial. Desse montante, 63% não acreditam na resolução do episódio no qual foram vítimas. No entanto, a constatação que chamou mais a atenção está relacionada a uma eventual atuação da Polícia Militar no território da universidade. De acordo com o estudo, 85% dos graduandos entrevistados aprovam a presença da PM.

MONITORAMENTO

Com relação aos fatores que favorecem a criminalidade, os acadêmicos indicaram a falta de vigilância eletrônica, iluminação, policiamento e controle nos acessos ao Campus. O diretor de segurança da UFPA, Paulo Sette Câmara Filho, destacou que a instituição já está investindo mais nesse segmento. “No próximo ano, teremos 38 câmeras de vigilância e estaremos instalando um software de monitoramento e gerenciamento, que é considerado o 2º mais moderno do mundo”, informou a autoridade.

O diretor enfatizou que a pesquisa irá contribuir bastante para otimizar o serviço de segurança. “Com esses números, a gente (setor de segurança) poderá atuar mais efetivamente”. A iniciativa de executar um trabalho científico voltado para segurança também foi ressaltada pelo professor Edson Ramos, que coordenou a pesquisa. “Se tem fatos e dados, será possível planejar melhor as ações preventivas”, avaliou.

Monique Gomes, que é uma das alunas do Programa de Pós-Graduação em Defesa Social e Mediação de Conflitos, comentou a importância da pesquisa desenvolvida ao longo da disciplina. “É muito importante avaliar o problema da segurança não só se baseando em sentimentos, mas sim em conhecimento científico, de forma técnica. Para resolver o problema, a decisão tem que ser tomada baseada em dados, em estudo técnico”. “Queremos tratar a questão (segurança) com isenção e formalismo, que é o que a ciê

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