Policiais da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) apresentaram, no inicio da manhã desta quinta-feira (22), na Seccional Urbana da Cidade Nova, um grupo de quatro pessoas suspeitas de planejar um assalto em uma residência do conjunto Julia Seffer, em Ananindeua. De acordo com os militares, Leonardo Correia Maués, 24 anos, Rubens Correia de Carvalho, 32, Riciela Ferreira da Silva e mais uma adolescente de 15 anos foram detidos no momento em que planejavam a ação. “Recebemos a informação de que o bando se programava para assaltar uma residência do Julia Seffer, e partimos para interceptá-los. Primeiro chegamos até a adolescente, que foi obrigada a denunciar os envolvidos. Em seguida pegamos o restante do grupo”, explicou o cabo Vangrapp, da Rotam.
No momento da abordagem, Riciela Ferreira, que está grávida de dois meses, ainda tentou subornar os militares, oferecendo R$ 3 mil para a liberação dela e do grupo, mas teve o pedido negado pela polícia. “Para dar continuidade ao nosso trabalho, resolvemos ir até a casa dela, onde estava o dinheiro, na intenção de apreender mais materiais que provassem o envolvimento deles no crime. Chegando lá, encontramos a quantia de R$ 300,00, dinheiro provavelmente oriundo de assalto, o que complicou ainda mais a situação deles”, afirmou Vangrapp.
DEFESA
Na seccional, o grupo negou a versão apresentada pela Rotam. Segundo Rubens Correia, todos os detidos são inocentes e desconheciam o motivo da prisão. “Ninguém aqui sabe por que está preso. Eu estava caminhando na rua quando a polícia me pegou, colocou uma arma na minha mão e me trouxe pra cá. Nós somos todos ‘laranjas’ nessa história”, alegou o suspeito. “Eu nunca fui presa na minha vida e agora estou passando por uma humilhação dessa e o pior, pagando por uma coisa que eu não fiz. Aqui todo mundo é do bem”, afirmou Riciela.
OUTRA VISÃO
Durante a apresentação do grupo para o delegado Sergio Coelho, responsável pelo caso, foi verificado que Rubens Correia é foragido da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, onde cumpria pena por assalto a mão armada. “Ninguém aqui é inocente. Todos do grupo já tiveram envolvimento com o crime e alguns já tiveram ficha suja na polícia como o Rubens e a adolescente, que já teve passagem pela Data”, disse o soldado Coutinho.
Apesar do cabo Vangrapp afirmar que o grupo seria autuado em flagrante por porte ilegal de arma, corrupção ativa e assalto a mão armada, a decisão do delegado Sergio Coelho foi outra. De acordo com Coelho, não houve a consolidação desses crimes apresentados pelo militar e nem nada que comprovasse a participação da adolescente. “Sendo assim, a menina será liberada e os outros três serão autuados apenas por porte ilegal de arma”, afirmou o delegado. (Diário do Pará)
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