No início da madrugada de ontem, por volta de 1h30, um ônibus que fazia linha Mosqueiro/São Brás foi apedrejado no bairro de São Brás, em Belém, por gangues rivais que se encontraram dentro do coletivo.
Ao chegar na esquina das avenidas Almirante Barroso com Governador José Malcher, o motorista abandonou o veículo para pedir ajuda aos policiais militares de um PM Box, localizado na Praça da Leitura. Mas segundo as vítimas, os policiais liberaram os envolvidos por serem todos adolescentes.
De acordo com o motorista Edivan Amaral e o cobrador do coletivo Dan James Sidrim, os vândalos subiram no veículo em uma parada de ônibus, no km 08 da Rodovia BR-316.
“Eram em média umas 22 pessoas. Eles fecharam a frente do ônibus com baldes e não tive como desviar e parei. Logo depois que eles subiram começaram a me ameaçar, e a discutir com uma outra gangue que estava nos fundos. Depois um grupo desceu e quebrou o vidro para-brisa traseiro jogando várias pedras que poderiam até ter ferido alguém. Várias famílias ficaram aterrorizadas com a situação”, contou.
O motorista contou que ainda sofreu graves ameaças de morte. “Eles vieram durante toda a viagem, desde quando entraram no ônibus, amedrontando todos. Não sei se alguém estava armado, mas eles me ameaçaram dizendo que iam me matar se eu não fosse para onde eles mandassem. Ainda jogou uma latinha de cerveja em mim”, disse o motorista.
O cobrador falou que o objetivo dos vândalos era levar todos que estavam dentro ônibus para o bairro do Guamá para poderem fazer a “limpeza”.
“Eu consegui esconder o dinheiro da renda no meu bolso. Mas eles disseram que iam levar o ônibus com todo mundo dentro para o bairro do Guamá e lá com certeza iam roubar os pertences dos passageiros e a renda da viagem. Mas eles não roubaram nada de ninguém”, disse.
ADOLESCENTES
Segundo o cobrador do ônibus, policiais militares que seriam do PM Box da Praça da Leitura que atenderam a ocorrência liberaram os envolvidos porque seriam adolescentes. “Acho um absurdo isso. Eles (PM’s) deixaram todos os moleques irem embora, só porque eram menores de idade”, falou.
As vítimas foram até a Central de Flagrantes da Seccional de São Brás onde registraram um Boletim de Ocorrência do caso. (Diário do Pará)
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