José Maria Dantas da Silva Junior, 36 anos, foi morto a pauladas no início da manhã de ontem, em frente da vila onde morava, na Travessa Mariz e Barros, próximo ao canal do Galo, bairro da Pedreira, em Belém. Segundo policiais militares da 10ª ZPol, a vítima era viciada em drogas e costumava praticar assaltos em residências do bairro. “A morte dele provavelmente tem ligação com esses roubos que ele cometia na área. Nós acreditamos que esse homicídio ocorreu no momento da partilha dos bens de algum imóvel roubado”, declarou o sargento L. Antônio, da viatura 9141.
A versão dos militares foi confirmada por vizinhos da vítima. De acordo com uma mulher, que preferiu manter o anonimato, José Maria teria envolvimento com criminalidade há muito tempo e já teria sido preso várias vezes. “O que a gente sabia era que ele tinha sido preso ano passado por roubo qualificado e que desde novembro estava em liberdade condicional”, afirmou a mulher.
Policiais civis da Divisão de Homicídios estiveram no local para fazer os primeiros levantamentos do caso. Na casa da vítima, investigadores encontraram o alvará de soltura, expedido em novembro, conforme afirmaram os vizinhos, e um boletim de ocorrência, registrado na Seccional da Sacramenta, pela ex-companheira de José Maria, que o acusava de agressão física.
Familiares da atual companheira da vítima estiveram no local do crime. Segundo eles, ninguém da família aceitava a relação dos dois. “Todos nós sabíamos do envolvimento do José Maria com a criminalidade, por conta disso, ninguém aceitava ele na nossa família. A gente sabia que a qualquer momento uma coisa dessas ia acontecer. Ele já tinha sido ameaçado de morte várias vezes”, afirmou a prima da atual mulher de José, que preferiu não ser identificada.
A mulher da vítima não foi encontrada na casa. Ao lado do corpo, uma tora de madeira mostrava a crueldade com que o crime foi executado. “Ninguém viu nada na hora. Mas a gente acredita que ele foi morto por mais de um homem. Pelo tamanho e pelo peso daquele pedaço de madeira, acho difícil que tenha sido apenas um agressor”, disse uma vizinha.
Uma equipe do IML esteve no local para fazer a remoção da vítima. Peritos não quiseram adiantar detalhes para a imprensa, apenas confirmaram que os baques foram na cabeça da vítima. O caso foi registrado na Seccional Urbana da Sacramenta. (Diário do Pará)
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