O caso do adolescente morto com um tiro efetuado por outro menor de idade na tarde de ontem, em Marituba, teve uma reviravolta. Uma nova testemunha relatou durante depoimento colhido pela delegada Rosana Rojas, da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), que a arma pertencia ao garoto de 17 anos, vítima do disparo. A informação foi divulgada pela Polícia Civil neste sábado (7).
A polícia ainda não tem conhecimento da procedência da arma. O disparo atingiu o pescoço do jovem e se alojou na cabeça. O fato aconteceu na residência de um terceiro adolescente, de 16 anos, localizada na rua Raimundo Barbosa Santana.
O autor do disparo e o adolescente que residia na casa tentaram socorrer o colega e o levaram para o Hospital de Urgência e Emergência de Marituba, mas a vítima não resistiu ao ferimento e morreu antes de chegar à unidade de saúde.
O adolescente de 16 anos que assumiu a autoria do disparo foi conduzido para a seccional de Marituba e posteriormente encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). Ele declarou a polícia que o grupo encontrou a arma de fogo numa vala, na rua Raimundo Barbosa Santana, quando estavam a caminho da casa. Alegou também não saber que o revólver calibre 22 estava carregado com duas munições.
Esta versão foi sustentada durante depoimento dado na noite de ontem à delegada da Divisão de Atendimento ao Adolescente. O suposto responsável pelo tiro recebeu auto de apreensão por ato infracional e foi colocado à disposição da comarca de Ananindeua do Ministério Público Estadual. O promotor do juizado da Infância e Adolescência definirá se o jovem de 16 anos será encaminhado para a internação ou receberá outra medida socioeducaional.
Ouvido na condição de testemunha, o outro colega que mora na casa onde ocorreu a fatalidade também defendeu a afirmativa do autor do disparo, de que a arma teria sido encontrada na rua e não seria de propriedade da vítima.
O corpo do adolescente de 17 anos deve ser liberado ainda na tarde de hoje pelo Instituto Médico Legal do Centro de Perícias Renato Chaves, onde passou por exames de necropsia que podem ajudar a esclarecer detalhes do caso. (DOL)
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