Coibir o funcionamento de jogos ilegais, a pirataria, bem como o tráfico de drogas no município de Santa Isabel do Pará, às margens da rodovia BR-316, levou o tenente-coronel Gilmar Jardim de Melo, comandante do 12º BPM, a colocar em prática a “Operação Tio Patinhas”.
A operação foi desencadeada na área urbana do município de Santa Isabel do Pará, em locais onde o setor de inteligência do 12º BPM realizou o mapeamento onde os jogos e as vendas de mídias piratas estavam sendo comercializadas no município. Ao todo foram apreendidas 6.800 mídias piratas no município.
O objetivo principal desse tipo de operação, segundo o tenente-coronel Gilmar Melo, é coibir a lavagem de dinheiro que é ocasionada mediante os jogos eletrônicos ilegais e a venda indiscriminada de mídias piratas. “É uma realidade em quase todo o Brasil o uso e venda de produtos piratas e no caso das mídias isso vem aumentando de forma assustadora”, informou o comandante do 12º BPM.
A guarnição policial do cabo Alvis e soldados Muniz e Cleibson apresentou José Edson Fernandes Monteiro, o qual estava se passando por policial militar para conseguir dinheiro junto ao comércio local. Ele foi denunciado e conduzido até a 17ª Seccional de Polícia Civil e quando analisada sua vida pregressa foi constatado diversos delitos.
José Edson Fernandes Monteiro tinha contra si decretada uma prisão preventiva pela 5ª Vara da Capital e no sistema de informações da Polícia Civil se constatou que o indiciado havia sido autuado três vezes pelo crime de falsa identidade.
Em depoimento, José Edson disse que já foi soldado da Polícia Militar do Pará, mas que foi excluído a bem da disciplina. Ele foi autuado pelo crime de estelionato e encontra-se à disposição da Justiça.
Em outra situação, o cabo Damasceno e soldado Reinaldo, sob o comando do tenente Rocha, apresentaram, na 17ª Seccional de Polícia, Gilclebson da Silva e Silva, o qual estava envolvido no roubo de um notebook de uma estudante de Direito.
Segundo a vítima, ela foi abordada por dois homens em uma motocicleta de marca Titan, cor preta, que levaram o equipamento, no entanto a vítima anotou a placa do veículo e ao ser levantado no sistema chegou-se ao endereço de Gilclebson, que informou que havia alugado a um homem conhecido como Fábio.
De posse dessas informações, a guarnição desencadeou buscas e localizou Fábio Monteiro, juntamente com policiais civis da 17ª Seccional, onde o mesmo confessou que pegou a motocicleta alugada, porém em seu depoimento alegou que apenas repassou a motocicleta a outros dois homens que residem em Belém e que cometeram o delito.
A história digna de um filme de ação levou os policiais militares do 12º BPM até o homem que estava de posse do equipamento na qualidade de receptador, sendo os três encaminhados para procedimentos legais. O receptador identificado como Aldo do Espírito Santo, que é vendedor no município e tem passagens pela polícia, acabou se apresentando com advogado levando o equipamento roubado da estudante.
Em sua defesa, Aldo do Espírito Santo disse que Fábio Monteiro Rodrigues lhe devia a importância de R$ 300,00 entregando o notebook como garantia da dívida. A delegada de plantão instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência que terá a justiça como canal competente para o fato.
(Diário do Pará)
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