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POLÍCIA

Homem é morto com nove tiros em Ananindeua

Um crime como dos muitos cercados de mistério e que a Divisão de Homicídios vai ter que trabalhar muito para se chegar aos matadores de Walmir Ferreira da Silva, de 23 anos, que estava há um mês morando da invasão “Helder Barbalho”, encravada no coração d

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Um crime como dos muitos cercados de mistério e que a Divisão de Homicídios vai ter que trabalhar muito para se chegar aos matadores de Walmir Ferreira da Silva, de 23 anos, que estava há um mês morando da invasão “Helder Barbalho”, encravada no coração do bairro do Guajará, em Ananindeua.

Passavam das 23h quando a vítima, portando um celular, estava na rua 3 de Outubro, na referida invasão, mostrando o telefone de última geração para duas jovens, quando dois homens chegaram em uma motocicleta e dispararam nove vezes contra a vítima, que morreu ali mesmo.

Todas as circunstâncias levam para o tipo de modalidade de crime conhecida nos meios poli-
ciais como “acerto de contas”, mas para familiares que estavam desolados, a morte de Walmir Ferreira da Silva pode estar ligada a latrocínio, uma vez que o celular e determinada quantia em dinheiro sumiram após a morte da vítima.

Policiais civis da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Lenoir Cunha, estiveram no local do crime, encontrando um ambiente tenso por parte dos familiares inconformados com a morte brutal de Walmir Ferreira. Segundo a perícia do Instituto de Criminalística, pelo menos nove disparos acertaram o corpo da vítima.

Os atiradores, que podem ter utilizado uma pistola ponto 40, dispararam a maioria dos tiros na cabeça da vítima e no tórax e não deram nenhuma chance de defesa. “Um dos tiros pegou na mão da vítima, o que significa que ela tentou esboçar reação contra seus algozes”, revelou um policial da Divisão de Homicídios.

O DIÁRIO conseguiu algumas informações em que pese o ambiente hostil dos familiares com a presença da imprensa no local. “Aqui é uma área vermelha e você vê que nem a presença da polícia consegue serenar os ânimos das pessoas envolvidos diretamente com a vítima”, revelou um policial militar.

Segundo uma testemunha, Walmir Ferreira da Silva estava morando há pouco tempo na invasão e pouco se sabia sobre a vida dele. O local é escuro e as mulheres que foram vistas olhando o telefone sumiram, como os matadores que saíram de um local escuro para matar Walmir Ferreira. “Bem aqui na frente onde atiraram nele é uma boca de fumo” revelou a testemunha.

Um irmão da vítima estava totalmente descontrolado ameaçando as equipes de reportagem no local. Com uma camisa encobrindo o rosto ele chutava as cercas de madeira das casas e lamentava a morte do irmão. O Instituto de Criminalística fez a perícia de local de crime e a remoção do corpo acompanhado por policiais civis da Divisão de Homicídios. (Diário do Pará)

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