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POLÍCIA

Família de jovem morto à bala pede justiça

Familiares e amigos do adolescente de 17 anos morto com um tiro, supostamente acidental, na última sexta-feira, estavam inconformados, na manhã de ontem, durante o velório e enterro da vítima. Para a família, o adolescente foi vítima de um assassinato e e

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Familiares e amigos do adolescente de 17 anos morto com um tiro, supostamente acidental, na última sexta-feira, estavam inconformados, na manhã de ontem, durante o velório e enterro da vítima. Para a família, o adolescente foi vítima de um assassinato e espera por justiça.

O velório ocorreu na manhã de ontem, na passagem Del Rey, na residência onde ele morava com a família. A casa ficou pequena com a aglomeração de pessoas. Muitos jovens da idade da vítima encontravam-se chorando durante o velório. Um tio do adolescente estava indignado com a perda do sobrinho.

“Nós queremos justiça, isso não pode ficar assim, o meu sobrinho saiu de casa dizendo que ia fazer um trabalho da escola na casa de um colega e não voltou mais”, disse o tio, que acredita que o disparo tenha sido proposital. “Nós tivemos conhecimento que esse adolescente que supostamente estava brincando com a arma já matou uma pessoa”, disse ele.

Uma tia do adolescente, também aos prantos, comentou sobre o caso. “Estão falando que a arma é do meu sobrinho, como pode isso? Ele está morto para se defender”, falou a tia chorando.

ENTERRO
Às 10h de ontem os amigos e parentes do adolescente se dirigiram para o cemitério de Benevides, onde o adolescente foi sepultado. No local, mais momentos de desespero durante a despedida. A mãe do adolescente chegou a passar mal, ela desmaiou e os familiares ficaram de levá-la ao hospital.

INVESTIGAÇÃO
No dia do fato, o próprio adolescente que teria feito o disparo prestou socorro ao colega na companhia de um amigo, que também se encontrava no local. No mesmo dia o adolescente foi encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), para prestar esclarecimento. Na manhã de ontem, o DIÁRIO foi até a Data para saber sobre o caso e a delegada Ana Célia Pastana informou que o adolescente foi ouvido pela Promotoria no último sábado.

“Eu não tenho conhecimento do que ocorreu, só sei dizer que ele foi ouvido pela Promotoria”, disse a delegada. (Diário do Pará)

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