Acidente na Augusto Montenegro, sentido Belém/Icoaraci, fez uma vítima fatal na tarde de ontem. Segundo testemunhas, por volta das 13h, o trabalhador do ramo de reciclagens Edivaldo Siqueira dos Santos, 31, vinha atravessando a rodovia com sua bicicleta, próximo ao conjunto Eduardo Angelin, quando foi atropelado. A vítima morreu na hora. Quem conduzia o veículo era o agente penitenciário Josinei Silva da Silva, 34 anos, que estava dirigindo, a serviço, um veículo de propriedade da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe).
“O rapaz esperou no canteiro para atravessar, e quando viu que não vinha carro, foi. Mas o carro que o atropelou vinha em alta velocidade e o atingiu quando ele já estava quase chegando ao outro lado”, relata uma testemunha ocular, que não quis se identificar. Edivaldo deixou uma mulher e três filhos. Na ocasião, se dirigia para a casa da irmã, para ajudar nos preparativos do aniversário de nove anos da sobrinha. “Gostaríamos que os motoristas dirigissem com mais prudência aqui na rodovia, para que o sofrimento que a nossa família passa agora ninguém mais passasse”, deseja o irmão da vítima, Edmilson Siqueira dos Santos, 53 anos.
Segundo o delegado Paulo Guilherme Trindade, que cuida do caso, o servidor da Susipe foi autuado em flagrante e será indiciado por homicídio culposo - sem intenção de matar -, artigo 302 do Código Brasileiro de Trânsito. Mas caso os exames toxicológicos confirmem que ele tinha consumido bebida alcoólica, será indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar. Caso seja confirmado que o condutor não estava alcoolizado, o crime é afiançável, podendo responder o processo em liberdade.
CHEGA DE IMPUNIDADE
O clima era de revolta no local. Como o condutor do carro é um servidor da Susipe, familiares e curiosos que estavam no local, aos gritos, diziam não acreditar que seja feita justiça nesse caso. “Amanhã o assassino já estará nas ruas de novo”, se indignavam os presentes. Para que o servidor não fosse linchado, uma viatura que passava pelo local rapidamente o retirou de lá.
“É um caso muito complicado. Entendo a revolta da família, mas já tomamos todas as providências legais”, explica o delegado Paulo Guilherme. (Diário do Pará)
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