Na noite desta quarta-feira (1º), a Polícia Civil do Pará começa a ouvir, na 16ª Seccional, os sete policiais militares que presenciaram o linchamento de João Augusto Farias Viana, 26 anos, há 10 dias, no Lago Grande do Curuai, localidade do município de Santarém, no oeste do Estado. Segundo o delegado Silvio Maués, diretor de Polícia do Interior, os procedimentos para apuração do caso começaram no mesmo dia do ocorrido - 22 de janeiro.
“O inquérito foi aberto no mesmo dia. Também no mesmo dia deslocamos uma equipe para a localidade, que fica a cerca de 6 horas de barco da sede de Santarém. Estamos colhendo informações e identificamos as pessoas que participaram do linchamento. Algumas já foram identificadas. A partir disso, devemos requerer as medidas cautelares cabíveis”, informou o delegado.
A Polícia Militar informa que também já abriu inquérito administrativo para apurar a atuação dos policiais no conflito. A segurança na localidade foi reforçada com mais uma guarnição da PM e da Polícia Civil.
Assassinato - Após ter cometido um assassinato na tarde de sábado, 21 de janeiro, na região do Lago Grande, durante um torneio de futebol, João Augusto teria fugido do local e se escondido na mata. Moradores da área teriam localizado o acusado e o atingiram na perna, com um tiro de espingarda. Na manhã seguinte, a Polícia Militar conseguiu capturar João Augusto e levá-lo ao Centro de Saúde de Curuai.
Quando a notícia da captura do acusado começou a circular pela localidade, dezenas de pessoas se concentraram em frente ao Centro de Saúde. O sargento Bibian, o cabo F. Corrêa e o soldado M. Vinícius solicitaram reforço. Com a chegada do Sargento Silva Brito, do cabo R. Lima e dos soldados Andil e Aguiar, do destacamento de Juruti (município da região), os ânimos teriam ficado mais exaltados. A população acabou invadindo o prédio e executando o acusado de assassinato. (Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar