Casado há sete anos e pai de um filho pequeno, o pedreiro Divino Martins Couto, 30 anos, se meteu numa tremenda enrascada. O que era para ser apenas uma “pulada de cerca”, acabou na delegacia.
Segundo relato do próprio pedreiro, era por volta das 5h de sábado (4), quando ele, depois de passar a noite bebendo em um bar próximo ao Terminal Rodoviário de Redenção, combinou com uma mulher um “programa”. Após o combinado, o pedreiro pagou o dinheiro adiantado e, quando se preparava para sair, percebeu que a mulher havia fugido com um mototaxista.
Revoltado, Divino foi em casa, pegou um revólver calibre 38 municiado e saiu atrás da mulher para pegar o dinheiro ou exigir que ela fizesse o “serviço” com ele. O pedreiro a encontrou a algumas ruas da rodoviária e os dois começaram a discutir. Diante da recusa da mulher, os dois teriam travado uma luta corporal. O pedreiro acabou levando a pior, já que a mulher gritou que estava sendo assaltada. Populares que passavam pelo local agarraram Divino, chamaram a polícia e ele acabou sendo levado para a delegacia.
A delegada Gláucia Cristo, que ouviu a suposta vítima de Divino, disse que há contradições dos dois lados. “A história vai ser apurada para ver quem está falando a verdade. O certo é que Divino já foi autuado por porte ilegal de arma de fogo”, disse a delegada. Ao DIÁRIO, Divino Couto contou que bebeu demais e acabou fazendo besteira, mas confirmou que foi vítima de um golpe da prostituta. “Ela aproveitou que eu estava bêbado e acabou me passando pra trás”.
Sobre a arma encontrada em seu poder, Divino disse que a usava para se defender, pois vinha recebendo ameaças de morte. Ele disse ainda que já foi preso antes por desacato.
(Diário do Pará)
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