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POLÍCIA

Morte de DJ pode ter sido crime passional

Enquanto o carro da reportagem se aproximava do velório do DJ Vando Santos Diniz, o “Vandinho, assassinado no último domingo, dentro de um kitnet - quando estaria na companhia de uma suposta namorada -, as pessoas se esquivavam, desviavam olhares, já demo

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Enquanto o carro da reportagem se aproximava do velório do DJ Vando Santos Diniz, o “Vandinho, assassinado no último domingo, dentro de um kitnet - quando estaria na companhia de uma suposta namorada -, as pessoas se esquivavam, desviavam olhares, já demonstrando medo de falar sobre o assunto. No velório, realizado dentro de uma igreja no conjunto Ariri, bairro 40 Horas, em Ananindeua, a família relutou em falar sobre o assunto e insistiu para que nenhum familiar fosse mostrado.

Segundo um dos irmãos do DJ, que não quis se identificar, não há suspeitas de quem seriam os homens que teriam invadido o kitnet onde dormia a vítima, e muito menos qual seria a razão do crime. “Nós queremos deixar que a polícia cuide do caso, nós não sabemos de nada”, afirmaram familiares, visivelmente temerosos.

Ontem à noite, o DIÁRIO recebeu informações de que “Vandinho” teria um caso com a mulher do dono de um dos bares onde tocava. “Ela é casada com o Paulo, dono de um famoso bar que fica na Transcoqueiro. Quando ele acabava de tocar lá, ele a trazia pra uma vila de kitnets na rua do Fio, que fica defronte ao bar, e lá eles consumiam drogas e rolava de tudo”, relatou o denunciante anônimo, morador da área, que revelou ainda que o suposto inquilino não seria o DJ e sim um amigo que emprestaria a casa para que “Vandinho” vivesse situações amorosas.

Foi relatado ainda que o proprietário do bar teria alguns familiares envolvidos com tráfico de drogas. “Não quero dizer que foi ele quem mandou matar. Mas eu li hoje a reportagem no DIÁRIO e acho que essa informação é importante”, comentou. “Vandinho” teria se encontrado pela última vez com a suposta amante na semana passada.

Investigadores da Seccional da Cidade Nova, onde o caso está sendo apurado em sigilo, acreditam que o “quebra-cabeça” não tardará a ser solucionado.

(Diário do Pará)

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