Sandálias espalhadas pela rua sinalizavam a correria que antecedeu à morte de Max Alex Pontes, 22 anos. Executado na madrugada desta segunda-feira, na Quadra D, próxima à passagem Elcione Barbalho, no conjunto Amazonex, em Icoaraci. Segundo testemunhas, ele e mais três amigos estavam conversando na esquina da rua, por volta das 4h, quando um carro não identificado avançou para cima deles e dois homens começaram a efetuar vários disparos.
“Na correria, todos eles deixaram as sandálias pelas ruas, mas somente três conseguiram escapar. A ideia, provavelmente, era executar os quatros rapazes, mas no momento do tiroteio apenas o Alex levou a pior”, relatou o cabo PM Evanildo, da 8ª ZPol, comandante da viatura 9306, uma das primeiras a chegar ao local do crime.
Marcas de sangue indicavam, nas sandálias, que além de Alex, os outros companheiros dele foram feridos. “Teve um deles que ficou bastante ferido, pois os rastros de sangue na área indicavam que o ferimento foi grande. Fizemos um levantamento nos hospitais de Icoaraci para saber se algum baleado deu entrada na emergência, mas nada foi registrado. Populares ainda disseram que os rapazes revidaram os tiros, mas isso não foi comprovado”, explicou o cabo.
Para o soldado PM Warner, da 8ª ZPol, a esquina onde os jovens estavam na hora em que o carro chegou já é conhecida no bairro por funcionar como um ponto de tráfico. “Provavelmente o crime tem ligação com isso, pois de acordo com populares, as vítimas estariam comercializando drogas no local”, revelou.
Familiares de Max negaram que o jovem teria ligação com o tráfico de drogas. “O meu filho sempre foi um homem trabalhador e nunca teve nenhum problema com a polícia. Podem levantar a ficha dele. Eu só não entendo o que ele estava fazendo com esses outros rapazes uma hora dessas na rua”, contou a mãe da vítima.
(Diário do Pará)
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