Um tiro certeiro na costa ceifou a vida do ex-presidiário Raimundo Wagner Ribeiro dos Santos, de 22 anos, conhecido como “Mancha”, quando este caminhava pela travessa Angustura entre a Av. Pedro Miranda e rua Nova, no bairro da Pedreira, em Belém.
O tranquilo perímetro com pouca movimentação facilitou o crime. Uma câmera de segurança de um prédio registrou o homicídio no momento que a vítima caminhava sendo seguida de perto por um ciclista que em determinado momento se certificou do momento propício para o crime e disparou à queima-roupa contra “Mancha”, fugindo pela Rua Nova.
Investigadores da Divisão de Homicídios, sob o comando da delegada Vera Batista, estiveram fazendo o levantamento de local de crime e, de acordo com informações, a vítima, que teria saído recentemente da cadeia, estava à procura de emprego.
Dados de familiares deram conta que “Mancha” foi preso acusado de roubo, passando uma temporada na cadeia e que após sair se juntou com uma mulher e estava tentando voltar à vida normal. A vítima deixou um bebê de dois meses, que foi levado pela mãe até o local onde o corpo caiu.
Os cabos Marcos Maia e S. Filho, da viatura 9141, pertencentes ao efetivo da 10ª ZPol foram os primeiros policiais a chegar ao local do crime isolando a área até a chegada de peritos do Instituto de Criminalística e policiais da Divisão de Homicídios.
Logo que o DIÁRIO chegou à travessa Angustura, havia informação de que os assassinos eram dois homens que estavam em uma motocicleta, fato contestado pelas imagens de uma câmera de segurança, que mostra a imagem de um assassino solitário seguindo a vítima.
Uma fonte repassou à Divisão de Homicídios que o crime que vitimou “Mancha” pode ter sido passional, uma vez que a ex-companheira que teria ligações com o tráfico de drogas o teria ameaçado de morte logo após ele se juntar com a atual companheira.
O perito Vamilton Albuquerque informou que apenas um tiro acertou a vítima. “Todas as provas coletadas no levantamento vão ajudar na elucidação do crime sendo possível afirmar que ele foi baleado há uns trinta metros de onde caiu já sem vida” disse o perito.
O caso foi registrado por familiares na Seccional Urbana da Pedreira que mandou também para o local policiais civis que conheciam a vida e sua vida pregressa. (Diário do Pará)
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