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POLÍCIA

Operação sentinela tem resultado positivo

Foi positivo o balanço da terceira edição da operação Sentinelas do Norte apresentada em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem na sede do Comando Geral da Polícia Militar, em Belém. A operação teve início às 6h e foi realizada até aproximadament

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Foi positivo o balanço da terceira edição da operação Sentinelas do Norte apresentada em entrevista coletiva concedida na tarde de ontem na sede do Comando Geral da Polícia Militar, em Belém. A operação teve início às 6h e foi realizada até aproximadamente as 17h em praticamente todas as casas penais do Estado do Pará. Entre os resultados mais expressivos, a redução em cerca de 50% da quantidade de celulares apreendidos em relação à segunda edição do Sentinelas ganhou destaque.

“Apenas cinco casas penais ficaram de fora da operação, o que não altera o resultado final de forma significativa”, explicou o tenente-coronel André Cunha, atual superintendente do Sistema penitenciário do Estado do Pará. No total, foram apreendidos 197 entorpecentes, 181 celulares e 237 ‘estoques’ (armas fabricadas pelos próprios detentos).

Na operação foram envolvidos 1076 servidores da Secretaria de Segurança Pública do Pará, numa ação conjunta das tropas do Comando de Missões Especiais (CME), Polícia Militar e do Batalhão de Polícia Penitenciária (BPOP), além de 8 servidores da Secretaria Adjunta de Inteligência, que contaram ainda com apoio de oito servidores da Secretaria Adjunta de Inteligência.

PROVA DE FORÇA

Conforme relatado pelas autoridades na coletiva, um dos objetivos principais da operação é “provar que em caso de possíveis motins integrados entre presos de diversas casas penais, nós conseguiremos controlar”,a firmou o coronel Lázaro Saraiva, comandante do CME. Segundo ele, a operação é uma forma de garantir a toda sociedade que os órgãos de segurança pública do Pará conseguem dar conta da demanda do Estado, apesar da grandiosidade geográfica de nosso território.

Além disso, foi relatado que esta operação, apesar ter se dado num espaço de tempo maior em relação à segunda do que esta em relação à primeira, foi realizada de uma forma mais abrangente e eficiente. “A prova disso é essa amostra da apreensão que trouxemos aqui. Em cada sacola estão contidos objetos apreendidos e os devidos responsáveis”, explicou o tenente-coronel André Cunha. Segundo ele, essa é uma forma de tentar garantir que cada pessoa que tentar se utilizar de objetos proibidos nas casas penais respondam na forma da lei.

Foi explicado que seria quase impossível impedir que objetos proibidos adentrem ou sejam forjados nas celas das casas penais. Um problema que seria de todo Brasil e não só dos paraenses. Entretanto, graças a uma maior conscientização de gestores e encarcerados, a tendência é que o índice diminua. “Realizamos toda semana vistoria em no mínimo três casas penais. Há semanas em que até cinco são vistoriadas”, relatou o superintendente.

FORMA DE ENTRADA

Enquanto o sistema penal brasileiro permitir que os presos tenham contato com outras pessoas que venham de fora, haverá formas de fazer chegar objetos, segundo a Susipe. “O ser humano é dotado de muitos orifícios. Dessa forma, o próprio corpo, especialmente das mulheres, é utilizado como meio de transporte de certos objetos”, explicou o superintendente.

(Diário do Pará)

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