Um único tiro nas costas, possivelmente de pistola ponto 40, foi o suficiente para matar o motorista Renato Cordovil, 24, no início da madrugada de ontem, por volta de 1h, na passagem São Francisco, esquina com a Rua Principal do bairro Nova Marituba, Região Metropolitana de Belém. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima era filho de um policial militar da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) e até o momento as investigações não apontam quaisquer hipóteses da motivação e das circunstâncias do crime. Principal suspeito seria um homem identificado por “Fê”.
Segundo o soldado Cleberson, da viatura 8209, 18ª ZPol, a informação foi repassada pelo rádio, mas ao chegarem ao local do fato, já era tarde demais. “Fomos informados que uma pessoa teria sido atingida por tiros aqui neste local. Porém, quando chegamos, a vítima já estava morta. Poucas testemunhas que quiseram falar contaram que dois disparos foram ouvidos a uma distância de pelo menos cem metros de onde ele foi encontrado morto”, contou o policial.
Conforme apurações feitas pela Polícia Civil, um suspeito de ter cometido o crime foi identificado como “Fê”. Segundo informantes, ele teria cometido o crime, mas o paradeiro dele e os possíveis motivos do assassinato ainda são desconhecidos.
MEDO
Nas redondezas do homicídio, os moradores evitaram conversar sobre o caso. “Aqui ninguém fala nada. Ninguém viu e ninguém sabe. É capaz de o assassino estar aqui ouvindo alguém contando algo para a polícia e depois ser morto por ‘abrir a boca’”, afirmou uma moradora que não quis se identificar.
Policiais da Divisão de Homicídios, comandados pelo delegado Vicente Gomes, estiveram no local do ocorrido juntamente dos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, que realizaram a perícia de local de crime. Após as análises no corpo, o perito criminal Jorge Lopes informou que “a vítima sofreu uma única entrada de bala, sendo pelas costas e que, possivelmente, o tiro foi deflagrado por uma pistola ponto 40”.
O corpo de Renato Cordovil foi removido para o IML, para ser realizado o exame de necropsia e, em seguida, ser liberado para os familiares realizarem os atos fúnebres. Familiares da vítima, de nomes não divulgados, que estiveram no local do crime, bastante emocionados, informaram que “não sabem o que motivou a morte do jovem”. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Marituba, onde, segundo a polícia, será aberto um inquérito policial para investigar as circunstâncias dos fatos.
(Diário do Pará)
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