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POLÍCIA

Polícia faz apreensões em loja da Eletromil

A Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) cumpriu, nesta quartra-feira (15), o mandado de busca e apreensão na loja da Eletromil da Cidade Nova. A equipe da Polícia Civil recolheu diversos documentos, computadores que continham informações s

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A Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) cumpriu, nesta quartra-feira (15), o mandado de busca e apreensão na loja da Eletromil da Cidade Nova. A equipe da Polícia Civil recolheu diversos documentos, computadores que continham informações sobre os clientes e o globo utilizado para os sorteios.

Para adentrar na loja, foi preciso arrombar quatro cadeados que faziam a segurança do local, pois nenhum funcionário apareceu. Dentro da empresa o salão vazio demonstrava sinais de abandono. “Provavelmente com todo o noticiário do golpe, os proprietários devem ter abandonado tudo”, comentou o delegado titular da Dioe, Neyvaldo Silva, responsável pelo inquérito.

A Eletromil realizava o golpe com a venda de compras premiadas. A loja que já funciona há seis anos tem a sua matriz no Maranhão, mas conseguiu espalhar várias filiais pelo Pará. Somente na loja situada em Ananindeua cerca de 400 clientes caíram no golpe, onde o rombo chega a R$3 milhões. Essa foi a primeira busca e apreensão realizada na loja.

Todo material recolhido na Eletromil após ser separado na Dioe será enviado para o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”. O delegado Neyvaldo explicou que a apreensão dos documentos faz parte do processo de investigações. “A perícia nos documentos vai fortalecer nas investigações. Vamos conseguir o histórico dos clientes que foram lesados e de como aconteciam os sorteios”.

Dentro da Eletromil além dos documentos também foi apreendida uma foto do casal dono da empresa. Eduardo Fernandes Facunde, Sailene Gomes Facunde e Eduardo Fernandes Facunde Junior são tidos como foragidos da Justiça desde quando o pedido de prisão preventiva foi decretado pela Justiça de Castanhal.

O delegado Neyvaldo pretende impetrar ainda essa semana outro pedido de prisão preventiva para os donos, mas agora pelo inquérito da loja na Cidade Nova. Os três proprietários e acusados de terem aplicado um golpe que já chega a um valor total de R$25 milhões responderão pelos crimes contra a relação de consumo, estelionato, formação de quadrilha e sonegação fiscal.

VÍTIMAS
No local ainda foi apreendido uma lista com o nome dos clientes que iriam participar de um sorteio que seria realizado no último dia 30 de janeiro. Segundo o delegado, essa tabela seria anexada ao inquérito policial. Durante toda a ação da polícia o advogado Augusto Magalhães representava o proprietário do imóvel onde a Eletromil funcionava.

Segundo ele, inclusive os donos do ponto haviam sido lesados pela empresa. “Desde janeiro meus clientes não recebem o valor do aluguel. Inclusive nós fomos lesados por eles”, comentou.

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