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POLÍCIA

1º Tenente da PM agride ex-mulher e destrói a casa

O 1º tenente Campos, da Polícia Militar, servidor pago para zelar pela segurança pública, na tarde de ontem agrediu a ex-companheira, a vendedora Marta Queiroz do Nascimento, 26 anos, e destruiu a casa onde ela morava, supostamente por não aceitar a separ

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O 1º tenente Campos, da Polícia Militar, servidor pago para zelar pela segurança pública, na tarde de ontem agrediu a ex-companheira, a vendedora Marta Queiroz do Nascimento, 26 anos, e destruiu a casa onde ela morava, supostamente por não aceitar a separação e a ideia de que a ‘ex’ poderia estar com outro. O incidente ocorreu na rua São Pedro, bairro Santa Rosa, em Benevides.

“Ele entrou na residência transtornado. Me acordou com ignorância e perguntou o que eu fazia ali. Depois de dizer que era amiga dela, ele vasculhou a casa à procura de outro homem. Depois ele foi até o quintal, pegou um martelo e primeiro quebrou a mesa [de vidro]”, relatou uma testemunha que não quis se identificar. Em seguida, o tenente teria quebrado boa parte da casa, inclusive o televisor e todos os vidros do carro da vítima.

VIOLÊNCIA
O comportamento violento do ex-marido não teria sido um fato isolado. “Ele já tinha vindo aqui domingo, quebrado tudo e me batido na frente do nosso filho de três anos. Ele só não quebrou o carro porque ele não estava aqui”, relatou a vendedora. Segundo ela, ontem ele ainda teria pisado no pescoço dela e colocado a arma em sua boca e em seguida disparado alguns tiros. Ao sair de casa, o agressor ainda teria levado as chaves do carro dela.

CIÚMES
Os dois tiveram um relacionamento de oito anos e, de acordo com Marta, o companheiro sempre teve um comportamento agressivo. Eles moravam, antes de vir para Benevides, no sul do Pará. Lá ela já havia passado pelas delegacias de Parauapebas, Canaã dos Carajás e São Félix do Xingu, para reclamar do comportamento dele, mas sempre desistia de registrar ocorrência.

Mas já teria registrado dois boletins de ocorrência na própria Delegacia de Benevides, um deles, inclusive, no dia 12 de janeiro, cujo procedimento rendeu uma solicitação de medidas protetivas para Marta, mas até o presente momento a Justiça não a comunicou sobre a decisão tomada a respeito desse pedido.

“Uma pessoa assim não tem condições de trabalhar num órgão de segurança pública”, é o que acredita o delegado Benedito Vilhena da Silva. O delegado pediu prisão preventiva do tenente e aguardará decisão judicial para que seja feita a busca. “Ela [a vítima] diz que o agressor já teria fugido. Mas eu não acredito nisso. Porque isso significaria deserção. E não acho que ele gostaria de desertar”, argumentou.

PROVIDÊNCIAS
O 1º tenente Campos será autuado por dano ao patrimônio, violência doméstica (física e psicológica) e tentativa de homicídio, caso seja confirmado que ele atirou com intenção de atingi-la. “Um cidadão desses, que se diz agente de segurança pública e faz isso, pode fazer qualquer coisa”, acredita o delegado, que espera que ele em breve seja detido e responda na forma da lei. (Diário do Pará)

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