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POLÍCIA

Campos contesta acusação de agressão contra ex

Dois dias após o 1º tenente Jorge Campos, da Polícia Militar, ter sido acusado de ter agredido a ex-companheira, a vendedora Marta Queiroz, de 26 anos, a polícia continua no seu encalço. Foragido desde o ocorrido, o delegado Benedito Vilhena, da Delegacia

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Dois dias após o 1º tenente Jorge Campos, da Polícia Militar, ter sido acusado de ter agredido a ex-companheira, a vendedora Marta Queiroz, de 26 anos, a polícia continua no seu encalço. Foragido desde o ocorrido, o delegado Benedito Vilhena, da Delegacia de Benevides, já deu entrada na solicitação da prisão preventiva do PM no Fórum do município.

De acordo com o chefe de operações da delegacia, Lucival Pestana, a Corregedoria da PM também já foi informada sobre o ocorrido. “Já demos entrada no registro da violência na Corregedoria para que as providências também sejam tomadas por eles”, explicou o chefe de operações.

A polícia de Benevides continua nas buscas para encontrar o paradeiro de Campos. Ele, que já teria apresentado indícios de

violência contra a mulher, já tinha uma ocorrência por outras agressões. “Domingo (12) foi feita uma ocorrência contra ele. A ex-mulher veio pedir proteção para que ele não a agredisse mais”, contou Pestana. Foi feito um pedido de medidas protetivas.

DIREITO DE RESPOSTA

Procurando o seu direito de resposta, o tenente entrou em contato com o DIÁRIO para contar a sua versão. De acordo com ele, 80% do que foi publicado no jornal de ontem não são a verdade. “Eu não agredi ela (Marta), apenas me defendi das agressões que ela cometeu contra mim”, explicou ele.

Segundo o tenente, a briga começou quando ele resolveu sair de casa, no domingo, após uma crise na relação, pois sua mulher seria alcoólatra. Campos contou que na quinta-feira pela manhã ele voltou à sua casa para pegar algumas roupas para seu filho, quando encontrou seu cunhado bêbado dentro da residência. “Ele estava com uma mulher no quarto do meu filho. Mas eu não reclamei de nada. Só disse que ia pegar algumas coisas e ir embora”.

O tenente Campos contou que ao tentar sair de casa com uma televisão, Marta ameaçou chamar a polícia. “Quando ela me impediu de levar algo que era meu, perdi o controle e quebrei tudo, mas não encostei um dedo nela”, contou ele. O policial militar se acha injustiçado por estar sendo acusado pelo crime de “Maria da Penha”. “Para provar a minha inocência, mandei até a minha arma para perícia”, argumentou o tenente. Ele diz que em 20 anos de PM nunca teve problemas.

Quanto a ser foragido da polícia, Campos afirmou que ainda não havia se apresentado, pois seria preso por causa do flagrante após o registro do Boletim de Ocorrência. “Já consultei meus advogados e o meu comandante e nenhum pedido de prisão preventiva foi impetrado. Vou até a delegacia me apresentar espontaneamente”.

CASO

Segundo a ex-mulher do tenente, ela registrou a queixa contra o PM, pois ele teria invadido sua residência, lhe agredido e destruído todos os seus bens. Segundo a versão divulgada, toda essa violência teria acontecido porque o PM Campos não aceitava a separação do casal e acreditava que Marta poderia estar com outro. O caso aconteceu na rua São Pedro, no bairro Santa Rosa, em Benevides. (Diário do Pará)

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