“Sai dessa vida, meu filho... Vai procurar uma igreja”, aconselhava o pai de Gilmar Augusto Correa Pontes, 23. Por não ouvir o conselho do pai, ele foi morto com três tiros, na madrugada de ontem, por volta de 2h, vítima de uma suposta execução por dívidas com o tráfico de drogas. O crime foi na rua dos Timbiras, próximo da avenida Bernardo Sayão, considerada pela polícia como “área vermelha”, no bairro do Jurunas, em Belém. Após ser baleado, ele ainda correu pelo menos cem metros em busca de socorro, mas não suportou os ferimentos e caiu morto no meio da rua.
A viatura 9409, comandada pelo cabo PM Nilton Cabral, da 4ª ZPol, se deslocou para o local. Informados que estaria havendo um tiroteio, na chegada ao endereço, o jovem foi encontrado baleado e morto em via pública. Segundo o policial, três homens não identificados teriam cometido o crime.
“Testemunhas contaram que ele estava na companhia de outras pessoas na esquina da Timbiras com a Bernardo Sayão quando três elementos que estavam a pé chegaram ao encontro do grupo e efetuaram vários disparos somente na direção da vítima. Após isso, todos correram do local, inclusive a vítima que ainda buscou ajuda, mas acabou caindo morta aqui”, contou o PM.
Marcas de sangue eram visíveis em alguns pontos próximos de onde o corpo de Gilmar Pontes ficou. Segundo os policiais, as outras pessoas que estavam em companhia da vítima não foram localizadas.
CONSELHOS
O pai da vítima, Benedito Silva Pontes, lamentou a morte do filho e disse que o trágico destino dele já era esperado. “Eu sempre dava conselhos para ele. Dizia: Sai dessa vida, meu filho. Vai procurar uma igreja. Mas ele sempre respondia: Deixa eu viver a minha vida”, disse.
“Ele trabalhava em uma pizzaria, mas se metia com ‘coisa errada’. Ele era viciado. De certa forma, eu já esperava isso acontecer porque ele comentava comigo que uma hora dessas ele ia morrer”, finalizou.
EXECUÇÃO
Policiais da Divisão de Homicídios, comandados pelo delegado Eduardo Rollo, estiveram no local colhendo informações. Segundo o delegado, possivelmente trata-se de uma execução.
“Após o levantamento de local de crime, aparentemente trata-se de uma execução por envolvimento da vítima com o tráfico de drogas. O caso será encaminhado para a Seccional Urbana do Jurunas, onde será instaurado um inquérito policial para investigar o caso”, explicou.
A remoção do corpo foi feita pelo Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) onde passará pela necropsia.
Após o levantamento de local de crime, aparentemente trata-se de uma execução por envolvimento da vítima com o tráfico de drogas. O caso será encaminhado para a Seccional Urbana do Jurunas, onde será instaurado um inquérito policial para investigar o caso”.
Delegado Eduardo Rollo. (Diário do Pará)
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