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POLÍCIA

Polícia diz que carnaval foi menos violento

Foi divulgado pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análises Criminais, ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Estado do Pará o balanço do Carnaval 2012. Segundo os dados apresentados, houve uma redução de cerca

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Foi divulgado pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análises Criminais, ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Estado do Pará o balanço do Carnaval 2012. Segundo os dados apresentados, houve uma redução de cerca de 30% no número de homicídios e 50% no número de mortes no trânsito em todo Estado, não sendo registrado nenhum óbito por afogamento.

Foram 55 homicídios dolosos ao total, sendo que em 2011 foram 63 e em 2010 foram 78. Em relação a 2011, segundo a Segup, houve redução de 12% e 29,9% em relação a 2010. Porém houve aumento de 4,5% do número de roubos e furtos no período em relação ao ano passado. Também houve redução de 8% no número de ocorrências registradas durante a Operação Carnaval – guarda vivas” nos balneários.

Segundo o secretário adjunto Antônio Cláudio Farias, o balanço é considerado positivo. “Os números demonstram que houve um trabalho integrado entre os vários órgãos do sistema de Segurança Pública, que favoreceu a diminuição dos índices, apontando que estamos no caminho certo”, comemorou.

O efetivo utilizado na operação foi no total de 1.500 homens, que trabalharam de forma integrada na capital e no interior.

CONTESTAÇÃO
Um servidor da área da Segurança Pública do Pará, indignado com os números divulgados por um veículo de comunicação ontem, por considerá-los brandos, mostrou ao DIÁRIO, através do Sistema de Informação de Segurança Pública (Sisp), que no período de 0h do dia 17/02 (sexta feira) até 23h59 do dia 22 (Quarta-feira de Cinzas), foram registrados 64 homicídios dolosos – e não 55, como oficialmente foi divulgado. O DIÁRIO recebeu essa informação antes da divulgação dos números oficiais pela Segup.

No entanto, segundo o secretário adjunto Antônio Cláudio Farias, os dados apresentados ao DIÁRIO extra-oficialmente não possuem a credibilidade devida. “Imagina só se através de uma simples busca no Sisp fosse possível obter dados estatísticos? Seria bom demais”, argumentou. Segundo ele, por mais que haja registros de 64 homicídios no período, não é possível divulgar que as mortes aconteceram exatamente no período do carnaval, pois uma pessoa pode ter morrido uma semana antes, mas com Boletim de Ocorrência (B.O) registrado somente no período de carnaval.

“Nós só divulgamos os dados após a nossa equipe, que já trabalha na área há 20 anos, analisar minuciosamente cada B.O”, comentou o secretario adjunto. Conforme declarou, o trabalho da equipe é monitorar diariamente tudo que é registrado nas delegacias, sendo, portanto, o órgão competente da Segup para lidar com dados estatísticos, e não qualquer outro.

DIREITOS HUMANOS
Enquanto o governo comemora a redução dos índices, a pastora da Igreja de Confissão Luterana, Cibele Kuss, vice-presidente da Sociedade Paraense de Direitos Humanos e membro do Comitê Inter-religioso do Pará analisa que só uma mudança radical de paradigmas faria com que chegássemos a um patamar ideal de segurança pública.

Segundo ela, enquanto a nossa sociedade cultivar como heróis profissionais da segurança pública que divulgam o nome executando jovens e adolescentes empobrecidos sob aplausos da sociedade, jamais cultivaremos uma cultura de paz. Ela avalia que teremos um dia um carnaval sem mortes “quando superarmos a falta de controle de armas de fogo em nosso Estado e quando as pessoas passarem a confiar plenamente nos órgãos de segurança pública”, que, para ela, pode vir a acontecer se cada uma dessas mortes, até das pessoas mais simples e as sem repercussão na mídia, forem apuradas a fundo e encontrados e punidos os culpados, sejam quem forem.(Diário do Pará)

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