Dois dias após a EletroBrasil ter fechado suas porta, na Cidade Nova IV, em Ananindeua, dezenas de clientes ainda realizavam plantão em frente à loja situada na avenida da Providência com a WE 50, para tentar contato com os proprietários do local ou a reaver o dinheiro que foi investido.
Os ânimos estavam tão exaltados que uma viatura da Polícia Militar teve que ser deslocada para o local afim de preservar a segurança da loja, que já estava prestes a ser invadida pelos clientes. O tenente da PM, Jorge, explicou que a ordem de fazer a segurança partiu do Comando da PM e não dos donos da loja. “Não temos contato com eles. Só tivemos a informação de que estavam tentando saquear a loja e viemos para evitar”, comentou.
O aposentado Sérgio Souza Cavalcante, de 48 anos, contou que já pagava há dois anos e quatro meses o carnê. “Todos os meses eu vinha pagar no dia do sorteio. O valor era de R$ 110. Já tinha investido R$ 3.190 em 29 prestações. E hoje (ontem) eu cheguei aqui e não tinha ninguém nem para dar satisfação para os clientes”, contou. Ele disse que sua carta era no valor de R$ 5.600.
Para Sérgio, que achava que investir na compra premiada da EletroBrasil era mais seguro que depositar em um banco, o sentimento de arrependimento era a única coisa que lhe restava. “Ia pegar o dinheiro para fazer alguma coisa. Mas eu pensava mesmo em investir. Achei que aqui fosse mais seguro e acabei perdendo dinheiro”, lamentou.
Só na quinta-feira, mais de 40 ocorrências contra a EletroBrasil foram registradas na Seccional Urbana da Cidade Nova. Os lesados eram encaminhados para a Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) e para o Procon. A informação é que existam 15 mil grupos de 48 pessoas que estejam com o seu dinheiro envolvido no golpe. (Diário do Pará)
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