Thiago Jordano Bandeira Lopes, vulgo “Thiaguinho”, 23 anos, foi encontrado morto com um tiro no rosto, no início da manhã de ontem, no quintal de uma serraria, localizada na rua Bianca, comunidade “Duas Irmãs”, bairro da Pratinha II. Segundo populares, o crime teria ocorrido por volta das 19h da última quarta-feira, quando um disparo de tiro foi ouvido na área. “No momento a gente pensou que eram bombinhas ou estalinhos, já que a criançada daqui de perto é acostumada a brincar com isso. Só fomos nos dar conta que o barulho foi tiro no começo da manhã, quando encontramos um rapaz todo ensanguentado no chão”, revelou uma vizinha que preferiu não se identificar.
Policiais militares que estiveram no local afirmaram que a vítima teria passagem pela polícia pelo crime de roubo qualificado e que o jovem era conhecido por realizar assaltos no bairro. “O crime tem claros sinais de acerto de contas. Além de ter envolvimento com assaltos, o Thiaguinho também tinha ligações com o tráfico de drogas. Os próprios familiares dele afirmaram isso. Ou seja, tudo levar a crer que isso foi execução”, revelou o sargento PM Carlos Alberto, da 23ª ZPol.
Muito abalada, a avó materna de Thiago, que preferiu manter o anonimato, confirmou a versão apresentada pelos militares. Segunda ela, o crime já era esperado pela família, pois todos sabiam do envolvimento do jovem com a criminalidade.
“É muito triste uma situação dessas. Mas, a verdade é que infelizmente a gente já esperava isso. O Thiago andava em má companhia e essa história de envolvimento em assalto sempre nos preocupou. É triste essa realidade. Mas não foi por falta de aviso”, lamentou a avó.
Segundo familiares, o local onde o jovem foi assassinado fica próximo a casa da suposta namorada dele. “Eu não sei que essa namorada. O que a gente sabe é que ele costumava vir toda noite para essas bandas para falar com ela” revelou uma prima da vítima, que preferiu não se identificar.
“Já que ninguém conhece essa mulher com quem ele andava, quem garante que não foi ela que armou uma ‘casinha’ para o meu neto, já que ninguém sabe quem ela é”, denunciou a avó.
Peritos do Instituto Renato Chaves e policiais civis da Divisão de Homicídios estiveram no local. Segundo os investigadores, ainda é cedo para fazer qualquer tipo de afirmação, mas a polícia não descarta a hipótese de acerto de contas. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar